Agosto será o mês das ações que se beneficiam de juros menores, dizem estrategistas

Com o início do ciclo de cortes na taxa básica de juros no Brasil, também deve deslanchar uma corrida pelas ações de companhias que se beneficiam diretamente de uma redução no custo de financiamento de longo prazo, disseram estrategistas de várias corretoras, destacando que o Ibovespa pode completar sua maior sequência de ganhos mensais em três anos se acumular mais uma alta em agosto.

O índice Bovespa, que acumula alta de 15,8% no ano, pode subir ainda mais, refletindo a decisão do Banco Central de ontem, de reduzir a taxa Selic em meio ponto percentual para 6,00% ao ano – corte acima do consenso. O impulso que uma taxa de juros menor dá ao mercado acionário é múltiplo: por uma lado, reduz o custo de financiamento das empresas, a taxa de desconto das avaliações dos preçõs na bolsa e o custo de iniciar projetos novos.

Para estrategistas do BTG Pactual, liderados por Carlos Sequeira, a expectativa é que o índice referência do mercado brasileiro possa rapidamente negociar a um desvio padrão acima da média, chegando perto dos 119 mil pontos no final do ano e 17% acima dos níveis atuais. Sequeira e sua equipe aumentaram a exposição a empresas que se beneficiam diretamente de taxas de juros reais de longo prazo menores, como a CPFL Energia e a Multiplan, operadora de shopping centers, assim como a Kroton Educacional, no setor de educação. Na carteira 10SIM para este mês, o BTG Pactual recomenda aumentar a exposição para o papel PN do Bradesco, que teve queda de quase 5% nesta semana, de 10% para 15% e remover Petrobras, Ambev e Cosan.

Entre as carteiras recomendadas para o mês, BB Investimentos manteve os papéis do Banco ABC, Bradesco, Localiza e Usiminas para agosto. Já as ações da Marfrig, RD, Suzano, Tupy, Vale e Via Varejo foram retiradas, dando espaço para B2W, BRF, Natura, GPA, Petrobras e Taesa. O Bradesco BBI incluiu as ações do Magazine Luiza e da Ultrapar em sua carteira para o mês. O time de análise da XP retirou as ações da Gerdau, Vale e Banco do Brasil, dando entrada a GPA, Petrobras e IRB Brasil.

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