As novidades que vão agitar os mercados nesta quinta-feira

O Ibovespa recuperou o nível dos 89 mil pontos ao final do pregão de ontem, mas com giro financeiro muito abaixo da média dos últimos dias – em razão do feriado de luto à morte do ex-presidente George H. W. Bush nos Estados Unidos. Após uma sessão mais tranquila, a expectativa é que hoje seja mais movimentado com a volta do mercado americano como referência externa aos negócios.

No exterior, as bolsas asiáticas registraram forte queda na sessão desta quinta-feira (6), não apenas em função das preocupações que giram em torno do acordo realizado entre os Estados Unidos e China, mas também após a notícia de que a diretora executiva da gigante empresa chinesa de telecomunicações, Huawei Technologies, foi presa no Canadá a pedido do governo americano. A notícia derrubou os papéis da companhia que está na mira do governo americano e levou os índices para perdas em mais de 2%.

Além de sinalizar mais um passo nos esforços dos EUA para responsabilizar as empresas chinesas pela violação das leis norte-americanas, a prisão deve levar uma reação forte na China ao longo dos próximos dias, avaliou Eurasia, o que pode piorar o clima após um alívio na reunião do G20 com o anúncio de trégua entre os dois países.

O que também fomentou as incertezas nos últimos dias foi a publicação do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, na noite de terça-feira (4) em sua rede pessoal do Twitter.  Trump afirmou acreditar que Washington fechará um acordo comercial com a China, ainda que esse acordo não aconteça agora. “Ou teremos um acordo de verdade com a China ou não teremos acordo algum”, comentou o presidente no Twitter.

A prisão no Canadá da executiva chinesa também afetou os mercados europeus que caíram cerca de 2% pressionados pela volta da tensão entre China e EUA, que pesa principalmente no setor automotivo. Por outro lado, em Wall Street os índices futuros também indicam uma sessão de perdas para os investidores nesta quinta-feira (6), embora o dólar tenha terminado uma sessão de liquidez reduzida em leve alta.

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Às vésperas da reunião da Opep com os maiores produtores de petróleo, os preços da commoditie fecharam em baixa a última quarta-feira (5). O mês de novembro do presente ano foi o pior em um acúmulo de dez anos. Para sanar este problema, a Organização dos Países Exportadores de Petróleo (Opep) e países aliados vão se reunir em Viena entre hoje e amanhã (7) para tentar encontrar uma solução que reverta este cenário que registrou uma derrocada de 30% em apenas um mês em função do excesso de oferta.

Donald Trump se manifestou também em sua rede social na última quarta-feira (5) em decorrência do petróleo e tem pressionado para que a Opep mantenha o fluxo do commoditie sem qualquer alteração ou restrição: “O mundo não quer e não precisa de preços mais altos”, afirmou o presidente. Apesar disso, os estoques globais têm aumentado exponencialmente, ao passo que a demanda pelo insumo está desaquecida no mundo inteiro.

Os investidores estão otimistas quanto as tomadas de decisões que acontecerá no evento celebrado em Viena.

Os indicadores econômicos desta quinta-feira

Não há grandes novidades previstas para a nossa agenda econômica no dia de hoje. Em contrapartida, o dia será muito movimentado no exterior. Embora os Estados Unidos venha de um feriado celebrado no dia anterior em luto à morte do ex-presidente Bush “pai”, a agenda de hoje está cheia e começa ainda pela manhã com a divulgação da pesquisa ADP de empregos de novembro (estima-se a criação de 195 mil vagas) e divulgação dos dados de pedidos de seguro-desemprego (estima-se 225 mil pedidos). Na parte da tarde, serão divulgados os pedidos de bens duráveis de outubro (estima-se resultado negativo de 2,4%) e, na parte da noite, o presidente do Federal Reserve, Jerome Powell, dará uma breve mensagem de boas-vindas na Conferência sobre Habitação em Washington.

O cenário político continua em destaque

Com a equipe de governo do presidente eleito praticamente toda arquitetada, o que mais tem chamado a atenção do mercado é a reforma da Previdência e todas as incertezas que tem cercado a temática sobre sua aprovação. Jair Bolsonaro parece confiante de que nos primeiros seis meses de seu mandato já terá conseguido avançar o projeto da Previdência, ressaltando a probabilidade de que a reforma pode ser fatiada – e, assim, seus esforços seriam voltados a princípio para a aposentadoria.

De acordo com o Valor Econômico, essas incertezas ainda não estão deixando os investidores do mercado de renda fixa brasileiro de cabelo em pé, que se mostram tolerantes com a equipe do governo de Bolsonaro. Cautelosos, pacientes e atentos às declarações do presidente eleito, os investidores aguardam 2019 e, embora tenha sido uma semana de muitas incertezas para este assunto, não foi o bastante para gerar uma reação negativa nos contratos de juros futuros.

Paulo Guedes, futuro ministro da Economia, acredita que a aprovação da reforma ainda no primeiro ano de mandato será determinante para o governo de Bolsonaro. O economista acredita que a não aprovação dificulta e muito o governo em função do déficit estrutural e, segundo o G1, esse alerta despertou a atenção até mesmo de Jair.

Além disso, segundo o Estadão, o presidente eleito planeja fundir três agências reguladoras do setor de transportes: ANTT (Agência Nacional de Transportes Terrestres), Anac (Agência Nacional de Aviação) e Antaq (Agência Nacional de Transportes Aquaviários).Juntas, elas passariam a ser a Agência Nacional de Transportes. O objetivo seria acabar com o aparelhamento político das agências e ajudar no projeto de concessões do novo governo.

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As principais notícias corporativas de hoje

Em caso do Cruzeiro do Sul, uma disputa travada entre o Bradesco e a família Índio da Costa, a Comissão de Valores Mobiliários (CVM) concluiu que o banco e suas empresas coligadas cometeram inúmeras irregularidades nos papéis desempenhados como administrador, custodiante e gestor do fundo de direitos creditórios ACB.

De acordo com Nelson Silva, diretor de estratégia, organização e sistema de gestão da Petrobras, a companhia está se preparando para participar do mercado global de gás natural liquefeito (GNL). No que diz respeito às energias renováveis, a prioridade é dar ênfase nas fontes eólicas e solar.

Segundo informações do Valor Econômico extraídas do encontro anual com investidores celebrados na última quarta-feira (5) em Nova York, a Vale vai começar a dar mais ênfase em três frentes principais no decorrer dos próximos anos: remunerar os acionistas de forma agressiva, reestruturar o negócio de metais básicos e aprimorar o que já faz na área de minério de ferro.

O projeto de distrato imobiliário – que teve modificações nas multas a serem pagas por mutuários que desistirem da compra do imóvel, com variação de 25% a 50% dos valores já pagos – foi aprovada na Câmara e será encaminhada para a sanção presidencial. A MRV Engenharia anunciou a distribuição de dividendos extraordinários referente ao exercício de 2017 no montante de R$ 145,5 milhões.

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