As principais notícias que já estão movimentando os mercados

Em sua maioria, os índices asiáticos encerraram o pregão desta quinta-feira (10) com baixa, especialmente impulsionadas pela divulgação dos preços ao produtor referente ao mês de dezembro e revelar o crescimento mais fraco dos últimos dois anos.

A preocupação com o risco de um cenário de deflação somou à apreensão quanto a resolução entre Washington e Pequim, certamente em decorrência do receio diante da desaceleração econômica na China.

Os índices acionários chineses sentiram o entusiasmo quanto as negociações entre Estados Unidos e China se esfriar e foram um dos que encerraram a quinta-feira em queda. Tóquio – que vinha alimentando um dos melhores desempenhos do continente asiático – fechou a quinta-feira uma sessão negativa, com moderada realização de lucros.

O EUA também segue influenciando as bolsas mundiais após entrar no seu 20º dia de paralisação de boa parte do seu governo federal. Trump segue pedindo pelo financiamento de um muro na fronteira com o México e ameaçou declarar emergência nacional, alegando ter o “direito absoluto” para isso. Os índices futuros de Wall Street registraram a primeira queda ao longo de cinco pregões.

Internamente, o Ibovespa está se preparando para lidar com os efeitos de todos os conflitos externos após alcançar a máxima histórica de 93 mil pontos no fechamento da véspera. O mercado de commodities e os preços do petróleo também foram afetados e recuaram pela primeira vez em nove dias.

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Os principais índices econômicos desta quinta-feira

O protagonismo da agenda de indicadores fica mais uma vez com os Estados Unidos e, mais especificamente, o Federal Reserve. Na tarde de hoje, o presidente Jerome Powell fará um discurso e todas as atenções dos investidores se voltam para o evento. Marcado para acontecer às 15h no horário de Brasília, a expectativa é que novas pistas sejam dadas quanto ao rumo dos juros, marcado por um tom positivo após diretores acenarem para uma atenuação na alta da taxa.

A agenda de indicadores interna segue esvaziada nesta quinta-feira.

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Se tem um assunto que não podemos fugir, é o que diz respeito aos maiores países do mundo que geram grandes impactos para os negócios brasileiros. Hoje (10), foi a vez de termos uma leve decepção com a inflação chinesa que desacelerou muito mais do que o previsto em dezembro. O receio de deflação frisa os sinais de perda de força de seu economia.

Ao menos os sinais dos EUA, foram mais tranquilizadores. A ata do Fed (banco central norte-americano) veio em um tom mais ameno de que as próximas altas da taxa de juros seguirão um ritmo mais lento.

Por aqui, aguardamos mais pistas sobre a reforma da Previdência e se o PSL irá mesmo apoiar Renan Calheiros.

E eu com isso

Após cinco dias com altas em nossa Bolsa, o dia será de correção e realização de lucros, sendo levemente negativo.

Glenda Ferreira – Economista e bacharel em Relações Internacionais pela Facamp, tem experiência em planejamento financeiro. Atualmente é Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos.

O cenário político continua em destaque

O regime de capitalização de recursos a ser proposto na reforma da Previdência é defendido por ser fiscalmente mais sustentável, mais adepto a constantes mudanças do mercado de trabalho e porque induziria a população a organizar uma poupança ao longo da vida. Segundo apurações do Valor Econômico, este sistema está sendo estudado para vigorar conforme faixa de salário do segurado e o temor é que ela traga um déficit incontornável para o país.

A equipe econômica do governo Jair Bolsonaro está empenhada em discutir o patamar a partir do qual será aplicado o sistema na proposta da reforma, mas a probabilidade é que a população herde uma menor renda no sistema atual, de repartição. O sistema de contas individuais seria usado para a maior renda. Se, por exemplo, o corte fosse de dois salários mínimos, 83,5% dos benefícios continuariam no sistema antigo.

Ainda em clima de reforma da Previdência, o general Carlos Alberto dos Santos Cruz, ministro-chefe da Secretaria de Governo, manifestou-se como porta voz daqueles que não querem que militares façam parte da reforma. “Militar é uma categoria muito marcante, de farda. Militares, policiais, agentes penitenciários, Judiciário, Legislativo, Ministério Público possuem características especiais, que têm de ser consideradas e discutidas”, disse o ministro.

Isso, contudo, não parece ter sido decisivo, uma vez que o vice-presidente Hamilton Mourão disse na última quarta-feira (9) em entrevista ao “Estado” que a reforma da Previdência a ser enviada ao Congresso abrangerá as Forças Armadas. Apesar disso, Mourão concordou que a carreira tem características peculiares, mas afirmou que a proposta que modificará as regras para se aposentar no Brasil deve incorporar o aumento da exigência do tempo de contribuição da categoria, de 30 para 35 anos, além do pagamento de contribuição por parte das pensionistas.

O que deve estar para acontecer é um regime diferenciado para a categoria, conforme defendido pelo ministro da Defesa, Fernando Azevedo e Silva. A tese foi endossada pelo novo comandante da Marinha, almirante Ilques Barbosa Junior, que foi empossado ontem, em cerimônia que contou com a presença do presidente Bolsonaro. A decisão ficará nas mãos do presidente Jair Bolsonaro, também integrante do corpo militar.

O governo Bolsonaro ainda participou de mais uma polêmica nesta semana quando aprovou a publicidade em material escolar. Os novos materiais didáticos também abordariam temas como violência à mulher e cultura quilombola. O Ministério da Educação (MEC), contudo, após forte reação de educadores e editoras, decidiu não ser favorável à medida.

Relatório gratuito – Petrobras: O petróleo é nosso

As principais notícias corporativas desta quinta-feira

A Petrobras manteve inalterado o preço médio do litro da gasolina A sem tributo nas refinarias, em R$ 1,4337 para esta quinta-feira, mas elevará o preço médio do diesel a 2,5%, para R$ 1,9009, conforme tabela disponível no site da empresa.

Depois de fechar 19 unidades em outubro do ano passado, a Saraiva está se preparando para encerrar mais 33 lojas no país. Em recuperação judicial, a empresa um alvo nas suas costas movido pelos pedidos de despejo realizado pelos respectivos proprietários dos pontos, segundo apurou o Valor Econômico.

Também em recuperação judicial, a Oi teve um dia positivo na última quarta-feira (9) quando divulgou o seu acordo com o seu terceiro maior acionista. O acordo celebrado com a Pharol (ex- Portugal Telecom) encerra uma disputa judicial que se arrastava desde o fim de 2017 e reduziu as incertezas com relação ao aumento de capital da companhia previsto para ocorrer até fevereiro deste ano e à venda de ativos-chave da companhia no exterior.

A antiga Eletropaulo, hoje conhecida como Enel Distribuição São Paulo, lançou ao final do ano passado um programa de demissão voluntária destinado a funcionários que estão há mais de oito anos trabalhando na distribuidora de energia, ou que tenham pelo menos 55 anos de idade. Para receber benefícios adicionais aos já previstos em lei, a companhia comunicou em nota enviada ao Broadcast que aqueles que se inscreverem no programa estarão aptos a recebê-los – mas não disse quais são.

Depois da polêmica envolvendo o filho do vice-presidente general Hamilton Mourão, Antonio Hamilton Rossell Mourão, Rubem Novaes, o presidente-executivo do Banco do Brasil, indicou o time de vice-presidentes que vão compor o primeiro escalão do banco e inclui nomes como Carlos Hamilton Araújo, já antecipado pela Reuters, Antonio Matos do Vale que assumirá a gestão de pessoas e operações, deixando a vice-presidência de tecnologia para trás. Márcio Hamilton Ferreira, antigo vice de controles internos e visto substituirá Walter Malieni como vice de atacado. Walter, por sua vez, deve assumir a presidência da Brasilprev.

A Cemig está caminhando para ser privatizada. Na última quarta-feira (9), o governador de Minas Gerais, Romeu Zema declarou sua pretensão de enviar à Assembleia Legislativa mineira um projeto de privatização para a companhia elétrica. De acordo com o governador em entrevista cedida à Record TV, Zema afirmou que a venda de estatais é uma “exigência” do Tesouro Nacional para a renegociação da dívida do Estado com a União. “O Tesouro Nacional, dentro dessa questão da renegociação da dívida com Minas Gerais, exige que empresas do Estado sejam privatizadas”, disse. “Na Lei, não está claro o grau de exigência, mas é objetivo nosso que o Estado foque naquilo que traz retorno para a população, que é saúde, segurança e educação”.

As ações da TIM, foram rebaixadas pelo analista Daniel Federle a ‘neutra’ após serem classificadas como ‘outperform’ pelo Credit Suisse. Com esse rebaixamento, o preço-alvo foi cortado de R$  16 para R$ 15 – upside de 15% em relação ao fechamento de ontem.

Relatório gratuito – Banco do Brasil: O gigante acordou