Atingindo a quarta alta consecutiva, Ibovespa dispara e dólar fecha a R$3,72

Com o início do horário de verão no Brasil e o seu término nos EUA, o Ibovespa realizará suas operações das 10h às 18h, sem after market, para melhor atender o grande fluxo de clientes estrangeiros. Com um pregão intenso, o Ibovespa registra sua quarta alta com força, rumo ao topo de 95 mil pontos. Às 17h57 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira avançava 1,17%, alcançando 89.451 pontos, em uma trajetória de crescimento relativamente estável.

O que esperar para a semana?

O dólar comercial fechou em alta de 0,87%, sendo cotado a R$3,72, no valor máximo do dia. Os juros futuros apresentavam ligeira queda. A DI com vencimento para junho de 2019 caía 0,45%, com negociação a 6,63%, a DI para junho de 2020 diminuía 1,04%, sendo vendida a 7,61% e a DI para junho de 2021 perdia 0,71%, com comercialização a 8,43%.

As principais estatais brasileiras alternavam entre perdas e ganhos. No mesmo horário, as ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) valorizavam 2,79% e 2,96%, da Eletrobras (ELET6) aumentavam 0,75%, da Vale (VALE3) caíam 0,17%, do Banco do Brasil (BBAS3) recuavam 0,41% e da Copasa (CSMG3) cediam 0,40%. É importante destacar o desempenho dos papéis da Cemig (CMIG4), que tiveram ganhos ao longo do dia devido ao aceno do futuro governador em relação à privatização, e perto do fechamento, apresentavam alta de 4,73%.

Cenário internacional

As Bolsas asiáticas iniciaram a semana apresentando um desempenho negativo. No pregão desta segunda, os investidores optaram pela realização de lucros, se mantendo cautelosos em relação às eleições de meio mandato nos EUA e com a divulgação do resultado fraco do setor de serviços da China. O índice Hang Seng, de Hong Kong, liderou as perdas no mercado asiático, fechando em queda de 2,08%, o Nikkei, de Tóquio, recuou em 1,55%, o Xangai Composto, da cidade de Xangai, diminuiu 0,41% e o Kospi, de Seul, caiu 0,91%.

Na Europa, o cenário não está muito diferente. A possibilidade de Trump perder a maioria da Câmara está provocando uma tensão geral nos mercados, que permanecerão instáveis até a conclusão das eleições americanas. Em acréscimo, a preocupação com o orçamento italiano e o aumento do custo de crédito ao governo afasta os investidores, que se sentem desconfortáveis frente ao risco, conforme pontua David Madden, analista da CMC Markets.

Os índices europeus fecharam ligeiramente em baixa, com algumas exceções. O pan-europeu Stoxx 600 recuou 0,16%, o FTSE Mib, de Milão, teve redução de 0,56%, o Dax, de Frankfurt, caiu 0,21%, e o CAC 40, de Paris, cedeu 0,01%. O IBEX 35, de Madri, teve alta de 0,20%, o FTSE 100, de Londres, avançou 0,14%, o PSI 20, de Lisboa, aumentou 0,16% e o AEX Index, de Amsterdã, subiu 0,03%.

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