Bolsa derrete e cai mais de 2% após FED manter taxas de juros

Em um dia de grande volatilidade e tensão na Bolsa brasileira, o mercado tenta digerir o projeto de lei aprovado no Senado que concede aumento de salário para os ministros do STF, elevando substancialmente a despesa pública a partir do ano que vem. Em acréscimo, os investidores repercutiram mal a notícia de que o Federal Reserve (FED) manterá a taxa de juros dos EUA na faixa de 2% a 2,25%, e na reta final do pregão, o Ibovespa saltou em queda livre, fechando com desvalorização de 2,39%, a 85.620 pontos e um volume financeiro de R$13,084 bilhões.

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O dólar comercial, que navegou entre altas e baixas, fechou em queda de 0,03%, sendo cotado a R$3,73, chegando a atingir R$3,76 na máxima do dia. Embora a divisa americana tenha apresentado alguns saltos, seu desempenho ainda pode ser considerado positivo, uma vez que permaneceu abaixo da marca de R$3,75.

Sem grandes novidades acerca dos rumos que o governo de Jair Bolsonaro deve assumir, os contratos de juros futuros oscilaram durante o dia, com os investidores optando pela realização de lucros e encerraram com um aumento exponencial. O DI que vencerá em junho de 2020 subiu 0,92%, sendo vendido a 7,71%, o DI para junho de 2022 avançou 1,43%, com negociação a 9,24% e o DI para dezembro de 2023 teve alta de 2,19%, sendo comercializado a 9,82%.

As blue chips, lideradas pelas estatais, tiveram um desempenho negativo acentuado no final do pregão. Petrobras (PETR3 e PETR4), Eletrobras (ELET6), Vale (VALE3), Banco do Brasil (BBAS3) e Embraer (EMBR3) fecharam em queda de 3,29%, 3,61%, 1,66%, 0,99%, 2,05% e 4,83% respectivamente.

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Europa

Os resultados trimestrais do setor bancário e a desvalorização das moedas europeias causaram impacto aos principais índices do continente, que estiveram voláteis durante a sessão e fecharam apurando perdas e ganhos. O pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,19%, o FTSE 100, de Londres, aumentou 0,33%, o IBEX 35, de Madri, ganhou 0,10%, o DAX, de Frankfurt, caiu 0,45%, o FTSE Mib, de Milão, cedeu 0,57% e o CAC, de Paris, recuou 0,13%.

Ásia 

O resultado das eleições no Congresso americano e o bom desempenho dos índices em Wall Street impactaram nas Bolsas asiáticas, que encerraram o pregão desta quinta em expressiva valorização, com exceção dos mercados Chineses que terminaram em queda. O Nikkei, de Tóquio, avançou 1,82%, o Hang Seng, de Hong Kong, aumentou 0,31%, o Kospi, do Seul, subiu 0,67% e o Xangai Composto, de Xangai, teve redução de 0,22%.

Terminadas as eleições, as empresas asiáticas voltaram a emitir títulos em dólar, já preparando a precificação das operações. A companhia Thail Oil até contratou bancos para intermediar a emissão de bônus de até 30 anos, aproveitando o momento de receptividade e otimismo do mercado internacional.

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