Carteiras recomendadas de fevereiro: as 3 ações mais quentes para você investir!

Os eventos de janeiro ainda não afetaram nosso cenário local de longo prazo, portanto, a alocação dos portfólios continua otimista para o mês de fevereiro. Até mesmo o surto do coronavírus pode ser encarado com grande potencial para frigoríficos do Brasil, como a JBS.

Atrelado a isso, o retorno das atividades parlamentares pode ditar um novo tom para o Ibovespa, que procura se recuperar após o forte recuo de 1,63% no mês anterior, unindo eventos locais aos reflexos globais.

No radar, muita expectativa pela prioridade da pauta de reformas, incluindo a tributária e administrativa que, atualmente, estão prestes a serem debatida no Congresso. Para a diretora sênior e co-chefe de ratings soberanos das Américas da Fitch Ratings, Shelly Shetty, essas matérias podem operar como pontes para consolidar o processo de recuperação econômica local, assim como o aceno para as privatizações.

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Petrobras (PETR4) — As ações da estatal petrolífera continuam liderando o ranking das recomendações em fevereiro, mesmo em meio aos conflitos recentes no Oriente Médio. Com o potencial de resultados que a estatal pode conquistar com a nova gestão, nem os fatores que podem desfavorecer a Petrobras tirou o seu espaço de destaque.

As vendas de ativos são consideradas destaques da Petrobras, especialmente no que diz respeito a disposição das 8 refinarias que podem levantar R$52 a R$57 bi em recursos. Além disso, a venda de ativos de gás natural pode gerar outros R$11 a R$13 bilhões.

No curto prazo, o mercado deve monitorar o iminente leilão dos barris excedentes da Cessão Onerosa e o grau de atuação da Petrobras na aquisição de blocos.

Vale ressaltar ainda a venda de até 734 milhões de ações ordinárias pelo BNDES, movimentando em torno de R$ 23 bilhões e está sendo encarado como um bom indício de mais “autonomia”. Embora os papéis da Petrobras tenham sido pressionados nos últimos dois meses, as ações devem voltar a apresentar desempenho positivo, passada a oferta em fevereiro.

Vale (VALE3) – Dividindo o pódio com a Petrobras, a Vale segurou a segunda colocação nas carteiras recomendadas para o mês de fevereiro. Mesmo enfrentando reflexos do rompimento da barragem de Brumadinho, a mineradora continua entre as opções mais sólidas.

Um ano após o ocorrido, que deixou 259 mortos e 11 desaparecidos, a alta do preço (e demanda) do minério de ferro qualificado e operação eficiente ajudaram a retomada, além das reformas em termos de governança, segurança e risco operacional.

Paralelo a isso, muitos dos fatores negativos nas projeções sobre o preço das ações, oriundas do período pós-tragédia, estão ficando de lado aos poucos, como, por exemplo, o medo de aumento de provisões, crescimento de royalties e taxa de participação especial, possíveis explosões de barragens ou instabilidade operacional.

De acordo com o BTG, a Vale negocia a 4,2 vezes o lucro antes de juros, impostos, depreciação e amortização de 2020. Além disso, é considerada um dos nomes mais baratos em todo o Ibovespa. Há ainda muito otimismo em relação à geração de caixa, com expectativa de retorno com fluxo de caixa livre em torno de 9% em 2020.

JBS (JBSS3) – Complementando o pódio das carteiras mais recomendadas para fevereiro, a JBS segue a favorita do setor de frigoríficos. Embora a disseminação do coronavírus, na China, seja encarada com apreensão pelo mercado em geral, o caso pode impulsionar as importações chinesas por seus produtos, diante das preocupações quanto à segurança alimentar local.

Em 2000, por exemplo, a China elevou as importações de carne durante a epidemia de Sars, segundo o presidente da JBS, Gilberto Tomazoni. Se confirmado, o salto vai se aliar ao crescimento das importações chinesas por carnes brasileiras após o surto da peste suína africana que dizimou o rebanho de porcos do país.

Com espaço para altas mais moderadas dos papéis, a companhia continuará se posicionando como a principal do setor e se beneficiando da sua posição de destaque tanto no Brasil, quanto nos Estados Unidos, de acordo com a Guide.

Sobre a operação americana da JBS, margens mais fortes devem refletir a retirada da restrição de compra pela China para frangos dos EUA, atrelada a renúncia de tarifas retaliatórias para a carne suína, destacou a Ágora.

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