Cenário externo faz Ibovespa perder mais de 1%; dólar pressiona e fecha a R$3,85

Em um pregão de grandes emoções, o índice Ibovespa, que iniciou em território positivo, passou por uma reversão no período da tarde e fechou em queda de 1,33%, a 88.624 pontos. O aumento das incertezas sobre a trégua na guerra comercial entre EUA e China e a mudança no mercado americano das Treasuries indicando uma recessão na economia mundial foram os grandes catalisadores deste cenário.

Mesmo diante de nova intervenção do Banco Central através do leilão de linha, o dólar comercial fechou com valorização de 0,44%, sendo cotado na máxima do dia, a R$3,85. A pressão da divisa americana fez o real apresentar um dos piores desempenhos do mercado de câmbio.

Os juros futuros, refletindo a piora dos ativos globais e acompanhando as tensões geopolíticas, fecharam em alta. Outro motivo é a ausência de um fluxo significativo de investimento estrangeiro no mercado de renda fixa local, que têm influenciado o ritmo das negociações.

O DI com vencimento para março de 2021 aumentou 0,86%, sendo comercializado a 8,22% (8,13% no ajuste anterior), o DI para junho de 2023 disparou 1,41%, sendo vendido a 9,37% (9,23% no ajuste anterior) e o DI para dezembro de 2025 avançou 1,54%, sendo negociado a 9,91% (9,75% no ajuste anterior).

As blue chips, que começaram o dia com força total, sofreram o impacto com a piora do cenário externo e reverteram para queda. Eletrobras (ELET6) perdeu 0,66%, Banco do Brasil (BBAS3) caiu 1%, Embraer (EMBR3) cedeu 1,88% e Cemig (CMIG4) teve redução de 0,95%.

As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) fecharam em baixa de 1,76% e 2,31%, com a queda dos preços do petróleo no mercado internacional e o adiamento da votação do projeto de Cessão Onerosa dos campos excedentes do pré-sal no Senado.

Baixe o E-book O Guia Completo de Como Ter Sucesso Nas Operações de Day Trade

Os papéis da Vale (VALE3) e das Companhias Siderúrgicas Usiminas (USIM5), Gerdau (GGBR4) e CSN (CSNA3) também fecharam com forte redução de 2,27%, 4,19%, 2,11% e 2,94% respectivamente, devido às incertezas sobre a trégua comercial entre EUA e China.

Mercado Europeu

Os principais índices acionários da Europa encerraram o pregão desta terça apurando perdas expressivas, devido às incertezas sobre a estabilidade da trégua na guerra comercial entre EUA e China e refletindo o aumento das tensões sobre o Brexit no parlamento do Reino Unido.

O pan-europeu Stoxx 600 teve redução de 0,76%, o CAC 40, de Paris, cedeu 0,82%, o DAX, de Frankfurt, diminuiu 1,14%, o FTSE 100, de Londres, caiu 0,56%, em sua maior baixa desde 20 de novembro. O FTSE Mib, de Milão, teve queda de 1,37% e o IBEX 35, de Madri, recuou 1,28%.

Baixe o Infográfico: 5 motivos – Por Que Investir na Bolsa Agora É Um Bom Negócio

Em uma ocasião de derrota para o governo de Theresa May, a primeira-ministra do Reino unido, o Parlamento britânico decidiu, por 311 a 293 votos, que o governo deverá tornar pública a documentação até agora sigilosa, sobre o aconselhamento jurídico do processo sobre o Brexit, antes da próxima terça (11), que será o dia da votação do acordo com a União Europeia.

Essa decisão considera o governo da premiê como em desobediência legal, demonstrando o enfraquecimento de sua base de apoio no Parlamento e colocando em dúvidas se realmente haverá aprovação do acordo.

Leia também:

Relatório Gratuito: Banco do Brasil: O gigante acordou

Relatório Gratuito: Petrobras: O petróleo é nosso