Com desempenho ruim das blue chips, Ibovespa cai e dólar sobe a R$3,76

Em dia de cautela no exterior, o pregão foi negativo na B3. Diferentes setores registraram perdas e limitaram o desempenho do índice geral. Petrobras, Vale, Cemig, Embraer e setor bancário foram algumas das baixas que fizeram o Ibovespa perder a faixa de 95 mil pontos e se distanciar do objetivo em 100 mil. As perspectivas em relação à nova rodada de negociações entre EUA e China pressionou o ambiente externo, que aguarda os desdobramentos desta reunião.

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No cenário local, a saúde de Jair Bolsonaro continua a deixar dúvidas sobre a celeridade nos trâmites da Reforma da Previdência. Segundo declarações do ministro da Casa Civil, Onyx Lorenzoni, o presidente está se recuperando bem e deve ter alta dos médicos até a próxima sexta-feira, quando se reunirá com Paulo Guedes, para deliberações políticas. Como reflexo, a Bolsa brasileiro encerrou com perdas de 0,98%, aos 94.412 pontos e um giro financeiro de R$9,074 bilhões.

O dólar comercial fechou com avanço de 0,78%, sendo cotado a R$3,76, próximo à máxima do dia, quando bateu em R$3,77. O cenário externo pressionou a divisa americana e o clima de aversão ao risco se instalou no mercado de câmbio, levando os investidores a ajustarem posições em busca de maior proteção. A junção de diversos fatores como preocupações com a guerra comercial, a desaceleração da economia global e a redução nos preços do petróleo fortaleceu o dólar, que ganhou terreno contra as principais divisas globais.

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Os contratos de juros futuros, que operaram em alta a maior parte da sessão, encerraram próximo à estabilidade, com os investidores na expectativa pela divulgação da ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom). O documento poderá fornecer mais detalhes sobre a visão do colegiado sobre as perspectivas de inflação, uma vez que o posicionamento mais firme da autoridade monetária desencadeou um forte movimento de correção dos ativos brasileiros.

O DI com vencimento para agosto/2019 caiu para 6,35% (6,41% no ajuste anterior), o DI para setembro/2021 ficou estável a 7,78% e o DI para junho/2023 saltou para 8,56% (8,53% no ajuste anterior).

As principais blue chips apresentaram um desempenho negativo, com as ações da Vale acentuando as perdas neste pregão. Desde o rompimento da barragem em Brumadinho/MG, a companhia já acumulou baixa de 25%, totalizando uma desvalorização de aproximadamente R$73 bilhões. Essa forte queda deve-se às incertezas que rondam o futuro operacional da empresa, pois ainda não há como mensurar a extensão dos impactos da tragédia.

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As Petrobras também teve um dia desfavorável, acompanhando a queda nos preços do petróleo no mercado internacional e repercutindo o clima de apreensão sobre a baixa evolução nos cortes de produção da commodity no âmbito da Opep. Ás 18h40 (horário de Brasília), o petróleo Brent para abril/2019 perdia 0,98%, sendo cotado a US$61,49 o barril e o petróleo WTI para março/2019 tinha redução de 0,64%, sendo cotado a US$52,38 o barril.

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 08/02 11/02 Ativo 08/02 11/02
Petrobras (PETR3) -0,71% -1,26% Vale (VALE3) +3,77% -2,64%
Petrobras (PETR4) +0,16% -1,15% Embraer (EMBR3) +2,93% -1,43%
Eletrobras (ELET3) +1,68% +0,06% Banco do Brasil (BBAS3) +0,14% -2,96%
Eletrobras (ELET6) -0,08% +1,90% Cemig (CMIG4) +0,90% -2,31%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 08/02 11/02 Ativo 08/02 11/02
Itaú Unibanco (ITUB3) +2,95% -1,42% Usiminas (USIM3) +0,27% +0,09%
Santander (SANB11) +2,47% -1,39% CSN (CSNA3) +3,47% -2,34%
Bradesco (BBDC3) +2,60% -1,94% Gerdau (GGBR4) +0,79% +0,65%

Relatório gratuito – Petrobras: O petróleo é nosso