Com exterior negativo e baixa liquidez, Ibovespa recua mais de 1% dólar sobe a R$3,93

O pregão de hoje começou em tom negativo, com o mercado reagindo às tensões na política interna dos Estados Unidos, devido à disputa entre Donald Trump e o Congresso sobre a construção do muro na fronteira com o México. A pressão do presidente americano sobre o Banco central, Federal Reserve, também entre em cena, sobretudo após as duras críticas de Trump à decisão da autoridade monetária de elevar a taxa básica de juros, colocando em xeque seu caráter de atuação independente.

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Ás 12h08 (horário de Brasília), o Ibovespa operava em firme queda de 1,51%, a 84.405 pontos, em um dia marcado por grandes oscilações. O dólar comercial avançava 1,03%, sendo cotado a R$3,93, na máxima do dia. O Banco Central realizará hoje uma nova intervenção no câmbio para assegurar a liquidez do mercado, através de um leilão de linha onde ofertará até US$2 bilhões com compromisso de recompra posterior. Com isso, a expectativa é conter a valorização da divisa americana, que ganha terreno contra os emergentes e faz o real apresentar um dos piores desempenhos dentre as moedas globais.

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Os contratos juros futuros acompanhavam o cenário externo de maior aversão ao risco e subiam durante a sessão. O DI com vencimento para dezembro de 2019 aumentava 0,46%, sendo negociado a 6,62% (6,59% no ajuste anterior), o DI para dezembro de 2020 tinha alta de 0,81%, sendo vendido a 7,44% (7,40% no ajuste anterior) e o DI para dezembro de 2022 avançava 0,70%, sendo comercializado a 8,66% (8,61% no ajuste anterior).

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As blue chips refletiam o mau humor no cenário internacional e seguiam em firme queda. A Petrobras repercutia a baixa das suas ADRs no exterior durante o feriado e operava no sentido contrário aos preços do petróleo, que aumentavam em expectativa ao corte na produção da Opep (Organização dos Países Produtores de Petróleo).

COMPANHIAS ESTATAIS
Petrobras (PETR3) -2,85% Vale (VALE3) -1,77%
Petrobras (PETR4) -1,79% Embraer (EMBR3) -1,58%
Eletrobras (ELET3) -2,69% Banco do Brasil (BBAS3) -1,04%
Eletrobras (ELET6) -3,10% Cemig (CMIG4) +0,17%

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SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Itaú Unibanco (ITUB3) -1,19% Usiminas (USIM3) -1,49%
Santander (SANB11) -2,19% CSN (CSNA3) -1,48%
Bradesco (BBDC3) -1,64% Gerdau (GGBR4) -1,63%