Com pressões internacionais, Dólar segue em queda e Ibovespa fecha estável

Em mais um dia marcado por grande volatilidade nas operações, a Ibovespa, que iniciou o pregão em queda, teve um leve momento de recuperação e acabou fechando estável. Seu benchmark encerrou com alta 0,05%, aos 85.763 pontos e um volume financeiro de 14,505 bilhões. O dólar comercial manteve sua trajetória de queda, atingindo seu menor patamar desde maio, fechando cotado a R$3,68 e com desvalorização de 1,024%.

A Bolsa brasileira teve seu desempenho influenciado pela forte queda sofrida pelas ações das empresas estatais, com destaque para a Eletrobras (ELET6) que foi a mais desvalorizada fechando com queda de 5,38%, seguida da Petrobras (PETR4), que recuou 1,05% e Cemig (CMIG4) que caiu 0,84%. Em contrapartida, o Banco do Brasil encerrou com leve alta de 0,86% e a Vale (VALE3) subiu 1,91%.

Política

As pressões do mercado externo não conseguiram abalar o otimismo dos investidores com a divulgação da ampla vantagem de Jair Bolsonaro (PSL) na corrida presidencial. Segundo a pesquisa Crusoé/Paraná divulgada hoje (17), o capitão do exército aparece com 60,9% das intenções de votos contra 39,1% do petista, chegando cada vez mais perto de uma possível vitória. O mercado se animou também após Bolsonaro afirmar em entrevista ao SBT, que o Banco Central terá autonomia para gerir a taxa de juros e que o câmbio permanecerá flutuante.

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Mercado internacional

Os índices em Wall Street seguiram em queda após a divulgação da ata do Fomc (Federal Open Market Commitee) que aprovou, por unanimidade, o aumento de 0,25% na taxa de juros do país, alcançando o intervalo de 2% a 2,25%. A decisão do Banco Central americano permaneceu firme em contrariedade a Donald Trump, que teceu severas críticas à atual política de elevação da taxa dos juros de curto prazo, e apontou o órgão como sua maior ameaça.

Enquanto isso, as Bolsas europeias fecharam em queda devido ao clima de desconfiança por parte dos investidores, que não se motivaram com o desempenho corporativo. Em Londres, o Financial Times caiu 7%, em Frankfurt, o DAX recuou 0,41%, em Paris, o CAC-40 fechou em queda de 0,54% e em Madri, o Ibex-35 registrou baixa de 0,85%.

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