Com turbulência externa e baixa oscilação, Ibovespa cai e dólar fica estável a R$3,71

O pregão de hoje foi marcado por cautela no exterior e um clima morno nas operações. A paralisação (shutdown) nos EUA, as tensões no Brexit e a desaceleração da economia chinesa foram os eventos que impactaram as expectativas e motivaram a maior aversão ao risco. No compasso da situação, o Ibovespa, que passou o dia oscilando perto da estabilidade, encerrou com queda de 0,16%, a 93.658 pontos e um giro financeiro de R$11,829 milhões.

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O dólar comercial fechou com valorização de 0,11%, sendo cotado a R$3,71, em um dia que oscilou moderadamente dentro da estabilidade. Os investidores evitaram assumir grandes riscos em meio às incertezas sobre as políticas monetárias do Federal Reserve e a apreensão diante dos resultados mais fracos na economia europeia. A divisa americana voltou a testar o patamar de R$3,70, que se apresenta como um ponto psicológico importante para o mercado brasileiro, embora as projeções indiquem um forte recuo nos próximos meses.

Os contratos de juros futuros encerraram a sessão devolvendo parte dos ganhos da semana, que acumularam alta nos vértices de curto prazo e permaneceram dentro da estabilidade no longo prazo. Os números do IPCA de dezembro e o ritmo do câmbio atuaram como catalisadores deste mercado. O DI com vencimento para dezembro/2019 declinou 0,15%, sendo vendido a 6,62% (6,65% no ajuste anterior), o DI para setembro/2021 caiu 0,62%, sendo negociado a 7,96% (7,97% no ajuste anterior) e o DI para dezembro/2023 teve redução de 0,34%, sendo comercializado a 8,75%, fechando estável.

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A maior parte das blue chips fechou em queda, com os setores bancário e siderúrgico acentuando as perdas no final da tarde. As ações da Embraer, que chegaram a saltar 10% com o anúncio do governo em não interferir na fusão com a Boeing, perceberam ganhos modestos no fechamento. Já a Petrobras, acompanhou a queda dos preços do petróleo no mercado internacional e registrou baixa na sessão. Ás 18h53 (horário de Brasília), o petróleo Brent para março/2019 tinha redução de 1,83%, sendo cotado a US$60,55 o barril, e o petróleo WTI para fevereiro/2019 diminuía 1,75%, sendo cotado a US$51,67 o barril.

COMPANHIAS ESTATAIS
Ativo 10/01 11/01 Ativo 10/01 11/01
Petrobras (PETR3) -0,49% -0,63% Vale (VALE3) -1,10% -1,36%
Petrobras (PETR4) -0,86% -1,07% Embraer (EMBR3) -1,36% +2,57%
Eletrobras (ELET3) +1,31% -0,13% Banco do Brasil (BBAS3) 1,46% +0,41%
Eletrobras (ELET6) +1,30% -0,20% Cemig (CMIG4) +1,77% +0,22%

Relatório gratuito – Petrobras: O petróleo é nosso

SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo 10/01 11/01 Ativo 10/01 11/01
Itaú Unibanco (ITUB3) 00% -1,14% Usiminas (USIM3) 00% -1,05%
Santander (SANB11) +1,04% -0,21% CSN (CSNA3) +1,01% -1,20%
Bradesco (BBDC3) +0,30% -0,40% Gerdau (GGBR4) -2,56% -2,37%

Relatório gratuito – Banco do Brasil: O gigante acordou

Maiores altas do Ibovespa:

LOGG3 / R$ 19,60 / +12,06%
GOLL4 / R$ 24,96 / +7,35%
HYPE3 / R$ 32,98 / +6,73%
SBSP3 / R$ 39,49 / +4,39%
QUAL3 / R$ 14,20 / +3,80%

Maiores baixas do Ibovespa:

CIEL3 / R$ 10,71 / -3,43%
BTOW3 / R$ 45,08 / -3,05%
GOAU4 / R$ 7,34 / -2,39%
GGBR4 / R$ 15,22 / -2,37%
LREN3 / R$ 41,71 / -2,23%