Credit Suisse mantém viés positivo na JBS, apesar de primeiro trimestre desafiador

Credit Suisse disse hoje em relatório que a deterioração esperada nos negócios de carnes e processados da JBS entre janeiro e março deste ano não deve mudar sua visão positiva em relação ao papel da segunda maior processadora de alimentos do mundo, que nesse ano acumulado queda de mais 16%. O papel opera em queda de -1,37%, cotado a R$22,31, hoje na B3.

Segundo o analista Vitor Saragiotto, os dados do quarto trimestre da JBS devem vir bem, mas a deterioração no quadro conjuntural da receita desde janeiro se apresenta como obstáculo. Segundo ele, os spreads de todos os negócios, uma medida similar às margens, mostram dinâmica deteriorada nos primeiros dois meses do ano.

Após a concorrente Tyson Foods ter retomado suas operações de carne bovina no estado americano de Kansas em dezembro, os preços dos suínos nos Estados Unidos voltaram a patamares normalizados e a produção de aves nesse país voltou a superar a demanda, pressionando o custo dos insumos. Os preços do gado no Brasil estão muito acima dos de um ano atrás, e a divisão de processados Seara sentirá alguma pressão de custos, disse. “Como conseqüência, acreditamos que um primeiro trimestre difícil parece estar no horizonte, o que não muda nossa postura positiva na JBS”, apontou.