Credit Suisse reitera preferência pelo BB, que pode cortar mais custos, segundo agência

O Banco do Brasil continua como favorita entre as ações dos maiores bancos brasileiros por sua aparente capacidade de manter os níveis atuais de rentabilidade e de cortar custos, disse hoje o Credit Suisse, justo no dia em que matéria da Reuters afirmou mais cedo que o banco estatal deve facilitar a demissão de funcionários e mudar suas regras de contratação para se tornar mais competitivo.

Em relatório, a equipe de analistas do CS, liderada por Marcelo Telles, elevou o preço-alvo da ação do banco de R$68,00 para R$72,00, potencial de alta de 44% ante o preço de tela de hoje, de R$49,79, e manteve a recomendação outperform. O papel do banco negocia atualmente a 1,2 vez o valor patrimonial e 7,4 vezes o lucro esperado para o ano, bem abaixo dos concorrentes privados e patamar “considerado atraente devido ao retorno sobre o patrimônio sustentável ao redor dos 17%”, disse Telles.

Dando suporte à tese de Telles e sua equipe, a agência Reuters, citando quatro fontes à par da situação, disse que o banco prepara mudanças nas regras de emprego para facilitar a contratação e demissão de funcionários e remover algumas restrições salariais. O plano ainda está em estudo. Na matéria também foi sugerido que o banco vai manter inalterada sua taxa de distribuição de dividendos, mesmo que haja alta nos lucros provenientes da venda de ativos – como forma de proteger o capital e investir em atividades que alavanquem os retornos. O BB não comentou a matéria.