Dólar sobe em atenção FED e Ibovespa recua puxado pelas Blue Chips

Com o mercado ainda receoso em relação à composição da equipe de governo de Jair Bolsonaro, o índice Ibovespa, depois de abrir o pregão em firme crescimento, volta a cair, operando em grande volatilidade. Às 11h54 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira tinha redução de 0,56%, a 87.226 pontos e um giro financeiro de R$2,467 bilhões. Em atenção à decisão do Federal Reserve (FED) sobre os juros, o dólar comercial oscilava em valorização de 0,24%, sendo cotado a R$3,74, depois de sondar a estabilidade na abertura.

Os contratos de juros futuros operavam em ligeira redução. O DI com vencimento para março de 2020, que no ajuste anterior fechou no preço de 7,39%, perdia 0,27%, sendo negociado a 7,37%, e o DI para setembro de 2022 caía 0,43%, passando de 9,21% no fechamento para 9,17% na comercialização nesse pregão.

As blue chips apresentavam um desempenho moderado com perdas e ganhos para alguns setores. As ações da Petrobras (PETR3 e PETR4) recuavam 0,82% e 0,91%, da Eletrobras (ELET6) caíam 0,31%, da Vale (VALE3) subiam 0,68%, do Banco do Brasil (BBAS3) tinham queda de 0,77% e da Embraer (EMBR3) diminuíam 1,44%.

Economia

O Brasil encerrou o mês de outubro com mais entradas do que saídas de recursos, resultando em um fluxo cambial positivo na ordem de US$334 milhões. O balanço comercial foi um dos aspectos decisivos para o resultado, já que apresentou um superávit de US$2,445 bilhões contra o déficit de US$2,110 bilhões do balanço financeiro. No acumulado do ano até o dia 1º de novembro, o fluxo cambial do país está positivo com saldo de US$17,444 bilhões.

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