Em clima de cautela, Ibovespa tenta retomar trajetória de alta

Após a onda de baixas em Wall Street, com Nasdaq atingindo sua maior queda em 7 anos, a palavra que resume as perspectivas para o pregão de hoje é cautela. Em efeito cascata, o Ibovespa refletiu o cenário norte-americano e fechou a tarde de ontem (24) apresentando expressiva queda, embora seus efeitos tenham sido mais brandos do que a avalanche que atingiu o exterior.

O giro financeiro da sessão foi bem forte, porém, evidencia que o ajuste de posição ocorrido não foi pequeno, chegando a um valor bem próximo da média diária dos pregões de outubro. O impacto foi maior nos ativos brasileiros conectados com o cenário internacional, devido ao prêmio de risco local já estar abaixo dos patamares normais, deixando o mercado bastante exposto.

A expectativa é que a Bolsa brasileira demonstre recuperação, enfatizando a importância do suporte e manutenção de sua tendência de alta no curto prazo.

Vale

A Vale encerrou o terceiro trimestre desse ano apurando lucro líquido de US$1,408 bilhão, o que representa uma queda de 37% quando comparado o mesmo período do ano anterior. Sua receita líquida aumentou 5,5% chegando a US$9,050 bilhões e o Ebitda ajustado igualmente teve alta 4,3%, alcançando US$4,374 bilhões entre julho e setembro. Um fator que merece destaque foi o endividamento, que caiu de US$21,066 bilhões para US$10,704 bilhões, devido à forte geração de fluxo de caixa livre.

A estatal realizará o pagamento de dividendos de US$1,142 bilhão referentes ao resultado e o CFO da mineradora afirmou que essa opção será um tanto natural, mas que a empresa irá explorar alternativas quanto à realização do seu fluxo de caixa acumulado, inclusive com possibilidade para recompra de ações.

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