Em meio a denúncias de fraude eleitoral, Bolsonaro lidera com 59% e Taurus salta 284,62% só em outubro

Na expectativa pela revogação do estatuto do desarmamento em um eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL), as ações da empresa Forjas Taurus (FJTA3) apresentaram grande valorização nos últimos dias, aumentando em 284,62% só no mês de outubro. Desde o crescimento do candidato do PSL nas pesquisas por intenções de votos, a empresa tem vivido um processo de valorização de suas ações, mesmo apurando um patrimônio líquido negativo na casa dos R$510 milhões no segundo trimestre deste ano.

A Suno Research divulgou recentemente um relatório pontuando que, há cerca de um ano, os ativos da Taurus passaram por um grande fluxo especulativo e sem motivo, após a recomendação de analistas de investimentos sobre seus papéis. E por isso, a movimentação crescente que hoje a empresa mostra ao mercado pode ser considerada anômala e irregular, uma vez que não se fundamenta em razões lógicas e contundentes.

Datafolha

A pesquisa Datafolha divulgada na noite de ontem (19) sobre eleições presidenciais, mais uma vez, mostra liderança de Bolsonaro com 59% das intenções de votos válidos contra 41% do seu concorrente Fernando Haddad (PT). A vantagem do capitão sobre o petista alcança os 18 pontos percentuais, consolidando sua preferência junto ao eleitorado. Considerando os votos totais, Bolsonaro aparece com 50% votos enquanto Haddad com 35%, brancos e nulos alcançam 10%, e as pessoas que não souberam ou não quiseram responder somam 5%.

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Escândalo

Reportagem divulgada ontem no jornal Folha de São Paulo denunciou o esquema de caixa 2 realizado na campanha do candidato Jair Bolsonaro para receber doações ilegais de empresários. Segundo a Folha, empresas compraram pacotes de disparo em massa de mensagens no whatsapp, para divulgar conteúdos contra o PT, e uma mega operação para a semana anterior ao segundo turno estaria em andamento.

Tal prática é tipificada como crime eleitoral, violando a legislação que veda as doações empresariais à campanha dos partidos. Estima-se que cada contrato adquirido esteja em torno dos R$12 milhões, e dentre as empresas envolvidas está a Havan, conforme divulgado pela Folha. A base de usuários destinatária das mensagens seria a própria do candidato ou bases compradas de agências de marketing digital, o que também é ilegal, pois não é permitido utilizar bases de dados de terceiros.

Quando questionadas sobre o caso, as empresas responsáveis pela venda dos disparos negaram qualquer participação em atos ilícitos nas campanhas ou se recusaram a responder. Inclusive Luciano Hang, dono da Havan, afirma não saber o que é disparo em massa e argumenta que não precisa impulsionar suas publicações na internet, pois seus próprios seguidores tratam de viralizar.

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