Ibovespa cai 17,26% na reabertura dos negócios após a 2ª paralisação do dia

O Ibovespa segue em firme queda, depois de registrar o segundo circuit breaker consecutivo nas negociações.

Pouco depois da abertura, o índice geral alcançou perdas superiores a 11%, o que levou à suspensão das operações por cerca de 30 minutos.

Algum tempo depois da reabertura, o movimento de baixa alcançou a marca de 15%, desencadeando a segunda paralisação do dia, dessa vez, por uma hora.

Se a pressão vendedora atingir a queda de 20%, ocorrerá a suspensão dos negócios por um prazo que será determinado pela direção da B3.

A decisão será imediatamente comunicada ao mercado, porém, em todos os casos, na última meia hora de pregão, haverá operações.

Mais cedo, os investidores reagiram negativamente à declaração do presidente Donald Trump sobre proibir todos os voos entre a União Europeia e os Estados Unidos.

Embora seja drástica, a medida visa conter a evolução da Pandemia, tendo em vista o rápido aumento do número de infectados no velho continente.

Segundo dados divulgados pela Organização Mundial da Saúde (OMS), o coronavírus já contaminou mais de 125 mil pessoas no mundo e levou à óbito outras 5 mil.

O Banco Central Europeu aprovou uma série de medidas de estímulos para amparar a atividade econômica na zona do euro, porém, optou por manter a taxa de juros no nível atual.

Por aqui, o clima esquentou após a derrota do governo pelo Senado, na votação que derrubou o veto presidencial à ampliação do Benefício de Prestação Continuada (BPC).

O ministro da Economia, Paulo Guedes, pediu ao Congresso apoio na aprovação das reformas e na revisão do orçamento para a saúde, já prevendo um aumento nos gastos com pacientes vítimas do Covid-19.

Os parlamentares e a equipe econômica estão considerando liberar R$5 bilhões para investir no combate à doença e auxiliar outros setores muito afetados.

Na B3, as companhias Gol (GOLL4), CVC (CVCB3), Braskem (BRKM5), Cyrela (CYRE3) e Azul (AZUL4) anotavam queda superior a 30%.

Ás 13h03 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira desabava 17,26%, aos 70.472 pontos, com um volume financeiro de R$4,822 bilhões.