Ibovespa dispara e fecha acima de 93 mil pela primeira vez na história; dólar cai a R$3,68

O ano mal começou e o Ibovespa segue quebrando recordes. No pregão de hoje, os índices futuros já sinalizavam para uma abertura positiva. A Bolsa brasileira oscilou em alta a maior parte do dia e renovou a sua máxima histórica fechando com valorização de 1,72%, a 93.613 pontos, pela primeira vez na história. O giro financeiro da sessão foi de R$13,216 bilhões.

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A situação EUA-China entra em questão novamente, mas dessa vez impulsionando os mercados com um aceno mais claro para a resolução da guerra comercial. Por outro lado, o cenário político forneceu importantes indícios de que as reformas serão realizadas e que a equipe de governo cumprirá a pauta prevista. A divulgação da ata do Fomc, evidenciando que nem todos os integrantes do Fed são favoráveis à alta dos juros, também contribuiu para o desempenho do índice.

O dólar comercial encerrou com redução de 0,89%, sendo cotado a R$3,68, no seu menor patamar desde outubro do ano passado. A atual conjuntura favorece os ativos de risco e fortalece o real, devido à fatores técnicos e por expectativa de ações do atual governo que beneficiarão o mercado local. Dentre um conjunto de 33 moedas globais, o real brasileiro aparece como destaque, apreciando 5% de aumento contra a divisa americana.

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Os contratos de juros futuros fecharam em queda, seguindo o ambiente global mais tranquilo e as boas perspectivas de que Jair Bolsonaro conseguirá aprovar uma reforma da previdência ainda mais austera. Da mesma forma, a sinalização de maior flexibilidade do Federal Reserve quanto ao aumento nos juros dos EUA contribuiu para a redução nas taxas de longo prazo e estimulou o apetite ao risco.

O DI com vencimento para novembro/2019 caiu 0,27%, no valor de 6,54% (6,55% no ajuste anterior), o DI para setembro/2021 recuou 0,38%, com negociação a 7,88% (7,89% no ajuste anterior) e o DI para março/2023 diminuiu 1,44%, sendo vendido a 8,41% (8,53% no ajuste anterior).

As blue chips seguraram os ganhos durante a sessão e encerraram em alta. O destaque vai para as ações da Petrobras, que subiram com força, acompanhando a redução nos estoques de petróleo e o aumento nos preços da commodity no mercado internacional. Ás 18h42 (horário de Brasília), o petróleo Brent para março/2019 avançava 4,65%, sendo cotado a US$61,45 o barril, e o petróleo WTI para fevereiro/2019 subia 5,12%, sendo cotado a US$52,33 o barril.

Relatório gratuito – Petrobras: O petróleo é nosso

COMPANHIAS ESTATAIS

Ativo 08/01

09/01

Ativo

08/01

09/01

Petrobras (PETR3) -0,53% +2,02% Vale (VALE3) +0,96% +2,44%
Petrobras (PETR4) -0,60% +2,08% Embraer (EMBR3) +0,61% -0,37%
Eletrobras (ELET3) +5,10% +0,39% Banco do Brasil (BBAS3) -1,13% -0,27%
Eletrobras (ELET6) +3,35% +1,01% Cemig (CMIG4) -0,52% +1,57%

Relatório gratuito – Banco do Brasil: O gigante acordou

SETOR BANCÁRIO SETOR SIDERÚRGICO
Ativo

08/01

09/01

Ativo

08/01

09/01

Itaú Unibanco (ITUB3) +0,25% +0,93% Usiminas (USIM3) -0,07% +1,56%
Santander (SANB11) -0,98% +1,38% CSN (CSNA3) +0,31% +0,82%
Bradesco (BBDC3) +1,11% +2,09% Gerdau (GGBR4) +0,13% +2,83%

Maiores altas do Ibovespa:

CSAN3 / R$ 38,82 / +8,16%
ESTC3 / R$ 26,71 / +7,10%
SUZB3 / R$ 38,37 / +5,99%
BTOW3 / R$ 44,42 / +5,76%
RADL3 / R$ 61,11 / +5,09%

Maiores baixas do Ibovespa:

BBSE3 / R$ 26,65 / -3,16%
FLRY3 / R$ 21,08 / -1,50%
HYPE3 / R$ 30,60 / -0,97%
JBSS3 / R$ 12,20 / -0,81%
SMLS3 / R$ 41,60 / -0,64%