Ibovespa em queda: recuo do mercado ou oportunidade de compra?

Não obstante as expectativas sejam altas para 2019, o Ibovespa iniciou o primeiro mês do ano em um rali de valorização, renovando sua máxima histórica sucessivas vezes e se aproximando do objetivo de 100 pontos. Contudo, ao alcançar o patamar de 98.311 pontos dia 05 de fevereiro, o índice geral da B3 passou por uma forte correção, encerrando o pregão de ontem abaixo dos 95 mil.

Ainda assim, o mercado acredita que esse movimento representa apenas uma baixa temporária, que deve somente atrasar a chegada aos 100 mil, e não interromper. “Ocorreram alguns eventos, sem os quais, já teríamos atingido este patamar, como por exemplo, o desastre de Brumadinho, que retirou em torno de 2.500 pontos do índice, devido à queda da Vale e Bradespar”, avalia David Cohen, gestor da Paineiras Investimentos.

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O executivo destaca que há outros eventos que igualmente causam certo nervosismo, mas que com o passar do tempo, irão se dissipar, como é o caso da Reforma da Previdência. E mesmo que a aprovação da proposta demore mais do que o previsto devido à dilatação nos prazos, a reforma poderá ser mais robusta, e isso trará um potencial aumento à Bolsa brasileira.

Segundo James Gulbrandsen, gestor da NCH Capital, o mercado precisará de uma posição mais concreta do governo em relação às reformas e privatizações para saltar um nível acima dos 100 mil pontos. Ele ressalta que o cenário externo não deverá contribuir no curto prazo, visto se tratar de uma condição estrutural, por isso, o ambiente doméstico atuará como protagonista. “A tese de Brasil continua a mesma, então essa queda recente é uma oportunidade para quem não estava investindo entrar”, assevera o gestor.

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Cohen segue a mesma linha de pensamento, reforçando que a atual situação de poucas pressões de custo, baixa taxas de juros e baixa alocação no mercado de renda variável permanece atrativa a quem ainda atua neste mercado. “Por isso, vejo um grande potencial de valorização da Bolsa, atingindo e ultrapassando este patamar (100 mil pontos) ”, enfatizou o executivo.