Ibovespa mantém sua tendência de alta com commodities e cenário externo

O Ibovespa surpreendeu o mercado novamente e durante o pregão de ontem chegou a bater em 91.242, seu novo topo máximo histórico. Embora tenha oscilado em alta a maior parte do tempo, o índice perdeu força e fechou um pouco abaixo do esperado, em 89.820. Contudo, esse valor ainda está acima do candle de reversão em 89.257, confirmando a sua tendência de alta no curtíssimo prazo.

Considerando os impactos do cenário internacional na movimentação da Bolsa brasileira, a expectativa é de um dia positivo para os ativos locais, sobretudo no âmbito das commodities, que registraram valorização na sessão de ontem devido à trégua de 90 dias na guerra comercial entre EUA e China e tendem a manter o mesmo ritmo no pregão de hoje.

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Mercado de Commodities

Petróleo – Frente às perspectivas de corte na produção dos dois países que mais ofertam ao mercado, Arábia Saudita e Rússia, os preços do petróleo subiram na sessão de ontem, fechando em expressiva alta. O petróleo Brent para fevereiro de 2019 avançou 1,69%, sendo cotado a US$62,73 o barril e o petróleo WTI para janeiro de 2019 aumentou 1,74%, sendo cotado a US$53,87 o barril.

Algodão – As cotações do algodão fecharam em alta nas Bolsas de Nova York, com os contratos com vencimento para março sendo cotados a 79,95 centavos de dólar por libra-peso. Isso ocorreu porque na reunião do G-20, o presidente chinês afirmou que durante os 90 dias da trégua estabelecida, a China poderá aumentar as importações de commodities dos EUA, e o algodão é um dos principais produtos na carta de exportações dos americanos.

Milho – Os desdobramentos da trégua da na guerra comercial também afetaram a cotação do milho em Chicago. Os contratos com vencimento para março de 2019 subiram 4,25 centavos de dólar, chegando a US$3,82 o bushel. No Brasil, o produto teve queda de 0,71%, ficando a R$37,54 a saca de 60 quilos, conforme mostra o indicador Esalq/BM&FBovespa.

Trigo – O cenário externo também impulsionou a cotação do trigo, embora a situação não o afete diretamente. Em Chicago, os contratos para entrega em março aumentaram 5,50 centavos, fechando a US$5,2125 o bushel. No Brasil, o preço também subiu cerca de 0,19%, fechando a R$833,59 a tonelada, segundo informa o Cepea.

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Após a forte alta vista ontem (03) puxada pela trégua de ao menos 90 dias (sem data definida para começar) entre EUA e China, o dia hoje é mais fraco com tendência negativa internacionalmente. Por outro lado, o petróleo segue em mais um dia de alta, animado com os acordos propostos pela Opep de redução de produção.

Por aqui, renovamos a máxima histórica no Ibovespa, mas fechamos em leve alta. E seguimos com as mesmas pautas vistas nas últimas semanas, uma possível votação da cessão onerosa e aguardo das nomeações dos ministros, desta vez para o Ministério do Meio Ambiente e da Cidadania.

Por Glenda Ferreira – Economista e bacharel em Relações Internacionais pela Facamp, tem experiência em planejamento financeiro. Atualmente é Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos.