Ibovespa cai 1,5% no início do pregão, mas ainda mantém sua tendência de alta no curto prazo

Ibovespa futuro iniciou o dia em queda, neste momento às 9h31 caia 1,41% aos 87.860 pontos devido a prisão da executiva Wanzhou Meng da empresa chinesa Huawei Technologies. Os mercados se agitaram aguardando uma possível retaliação da China contra os EUA, uma vez que o pedido de prisão veio do governo norte americano.

A prisão da executiva fez os índices asiáticos caírem cerca de 2% e puxou os mercados europeus e puxa agora o mercado brasileiro. Meng é diretora financeira, vice-presidente do conselho e filha do fundador da Huawei foi detida em Vancouver e pode ser extraditada para os EUA

Ibovespa ainda tem tendência de alta, mesmo com o agito dos mercados globais  

Mesmo em um dia de baixíssima liquidez nos mercados no pregão de ontem (05), o Ibovespa manteve seu desempenho acima do último topo rompido em 87.890 e confirmou sua tendência de alta no curtíssimo prazo. Para os próximos dias, a expectativa é de uma recuperação mais satisfatória, tendo como objetivo a superação do último topo histórico em 91.242, para seguir em crescimento até a faixa dos 95 mil.

Contudo, se houver fortes interferências externas negativas e o índice oscilar em queda, perdendo a faixa dos 87 mil, o cenário descrito poderá ser anulado, retornando as movimentações para o patamar de 86.500, por onde passa a média móvel de 34 dias que vem conduzindo o mercado à uma tendência de alta, conforme analisa Rafael Ribeiro do Infomoney.

Para hoje, a expectativa é um dia positivo para os ativos locais, recuperando o descompasso dos últimos pregões, a fim de alcançar o impulso necessário para firmar sua trajetória de crescimento, já prevista pelos analistas de mercado.

Ibovespa é a “bola da vez” em 2019

O Ibovespa ganhou força em 2018 e apresentou o melhor desempenho global em moeda local dentro todos os mercados mundiais. A expectativa por uma mudança de governo nas eleições presidenciais concedeu um importante impulso para a alta da Bolsa brasileira, porém, a redução da liquidez global mitigou a ação dos investidores e reduziu o potencial de ganhos, principalmente nos países emergentes.

Em moeda local, o índice acumulou alta de 16% durante o ano, superando o crescimento dos indicadores americanos, europeus e de alguns países emergentes como Argentina, Chile, Peru e México. Em dólar, as Bolsas americanas dispararam com as melhores performances, contudo, o Ibovespa acumulou ganhos de 0,15% contra quedas expressivas dos índices europeus (-10%), da Argentina (-46%), do Chile (-15%), da Colômbia (-13%), do México (-18,4%) e da China (-23,3%).

Ricardo Kazan, gestor e sócio da Novus Capital, afirmou que o Brasil se destacou diante da possibilidade de mudança no governo para uma gestão mais liberal na economia, gerando expectativas de bons lucros para o setor corporativo. Ele apontou que esse foi um ano de grandes turbulências para os países emergentes devido à valorização do dólar, mas que o contexto interno ajudou o Brasil a melhorar as perspectivas no cenário internacional.

O gestor ainda complementa que a projeção para 2019 é muito positiva, considerando as sinalizações emitidas pelo novo governo sobre as diretrizes político-econômicas que devem ser adotadas. Entretanto, para o desenvolvimento contínuo no processo de valorização dos ativos brasileiros, é necessário aprovar as reformas, em especial a da Previdência, conforme assevera Kazan.

David Beker, chefe de economia e estratégia do Bank of America Merrill Lynch (BofA) no Brasil, traça expectativas ainda mais animadoras para o mercado brasileiro na virada de 2018 para 2019. Ele cita que o potencial de ganhos dos ativos locais é bem maior e que essa alta deve ser gradual, começando desde agora, com o cenário externo oferecendo menor exposição ao risco.

Beker ainda acrescenta que as estimativas apontam para um salto de 22% no lucro, em dólar, das companhias abertas brasileiras, sobre o resultado de 2018, uma projeção bem acima do que é previsto para emergentes como Índia (+21%), África do Sul (+17%) e México (+16%). O executivo também analisa que, em um contexto de reformas, as previsões são ainda mais otimistas, porque revisam para cima o desempenho das empresas, o que pode levar o Ibovespa a atingir com folga, os 120 mil pontos.

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