Ibovespa opera em queda sinalizando ajustes após renovar a máxima acima dos 119 mil

O Ibovespa operava em queda nesta sexta-feira (24), fazendo uma sessão de ajustes, após renovar a máxima histórica acima dos 119 mil no pregão da véspera.

O grande catalisador da sessão é o desempenho do setor bancário, que subiu forte na sessão de ontem e hoje está sendo negociado com perdas.

As companhias Itaú Unibanco (ITUB3), Santander (SANB11), Bradesco (BBDC4) e Banco do Brasil (BBAS3) recuavam em bloco, pressionando o índice geral.

Os investidores também repercutiam os impactos do surto de coronavírus na Ásia e o exponencial aumento do número de mortos (subiu para 26 casos) e pessoas contaminadas (avançou para 850).

Mesmo assim, o mercado ficou “relativamente” seguro após a Organização Mundial da Saúde (OMS) declarar que é muito cedo para classificar a situação como emergência internacional.

Outra notícia que influenciava o ritmo das transações era a divulgação do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged), mostrando que o Brasil criou 644 mil empregos formais ao longo de 2019.

Em dezembro, o país fechou 307.311 vagas de emprego, muito abaixo do previsto pelos economistas, que esperavam redução de 324 mil postos de trabalho.

Apesar de os indicadores macroeconômicos se apresentarem aquém das projeções do mercado, o quantitativo de novas vagas evidenciou a aceleração das atividades.

No cenário político, o ministro da Economia, Paulo Guedes, afirmou que está considerando elevar os impostos sobre cigarros, bebidas alcoólicas, refrigerantes e alimentos feitos com açúcar.

Segundo ele, os países europeus já fazem isso e é uma forma de estimular hábitos de consumo mais saudáveis na população e aumentar a arrecadação do governo.

Na B3, as ações da Iguatemi (IGTA3), Braskem (BRKM5), CSN (CSNA3), Tim (TIMP3) e CCR (CCRO3) lideravam o ranking positivo.

Ás 12h30 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira caía 0,72%, aos 118.661 pontos, anotando um volume financeiro de R$4,064 bilhões.