Ibovespa oscila em queda refletindo preocupações com a pandemia

O Ibovespa tem novo pregão de queda nesta quinta-feira (19), refletindo o pessimismo frente ao ritmo de expansão do coronavírus.

No mundo inteiro, foram contabilizados cerca de 220.691 casos de infecção e aproximadamente 8.957 mortes, com a Europa aparecendo como o epicentro da doença.

Enquanto na província chinesa de Hubei, local onde iniciou o surto do Covid-19, não foi constatado nenhum novo caso do vírus ontem, a Itália registrou 475 mortes em apenas 24 horas.

Apesar de os países empreenderem esforços para combater a pandemia, os números mostram um aumento exponencial dos contaminados no velho continente.

Visando prover liquidez aos mercados financeiros, o Banco Central Europeu (BCE) anunciou, como medida extraordinária, um pacote de 750 bilhões de euros.

Embora a presidência do BCE tenha se posicionado contra a ação, a instituição reconheceu a excepcionalidade do momento e decidiu empregar mais recursos para minimizar os impactos na zona do euro.

Por aqui, o Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central informou sua decisão pelo corte de 0,5% na taxa básica de juros, para 3,75% ao ano.

No comunicado, a autoridade monetária afirma que considera a Selic muito adequada neste patamar, contudo, sabe os desafios que virão em meio às turbulências internas e externas.

Além disso, o BC informou que continuará a utilizar todas as suas ferramentas para manter a estabilidade financeira e enfrentar o atual cenário de crise.

No noticiário político, o Congresso reconheceu o estado de calamidade pública até 31 de dezembro de 2020, permitindo ao poder executivo descumprir as diretrizes da Lei de Responsabilidade Fiscal.

Além disso, foi aprovada a Medida Provisória 899, que prevê a renegociação de dívidas e autoriza a aplicação de outros estímulos divulgados pelo ministério da Economia.

Na B3, as companhias Azul (AZUL4), Cyrela (CYRE3), Smiles (SMLS3), Eletrobras (ELET6) e BTG Pactual (BPAC11) lideravam o ranking negativo da sessão.

Ás 12h12 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira recuava 4,36%, aos 63.979 pontos, com um volume financeiro de R$5,857 bilhões.