Ibovespa oscila, mas fecha em alta com baixa liquidez do mercado; dólar sobe a R$3,86

O pregão de hoje foi marcado por poucas movimentações e baixa liquidez. O mercado reagiu com cautela sobre as incertezas na trégua da guerra comercial entre EUA e China e sobre a capacidade do novo governo em realizar as reformas internas. O Ibovespa oscilou entre perdas e ganhos a maior parte do dia, mas encerrou o pregão em alta de 0,47%, a 89.039 pontos e um giro financeiro de R$8,672 bilhões.

O dólar comercial, que durante a sessão navegou entre a mínima de R$3,83 e a máxima de R$3,88, fechou cotado a R$3,86, com valorização de 0,18%. A divisa americana mais uma vez pressionou o real a ficar dentre as moedas de pior desempenho global.

Os contratos de juros futuros operaram a maior parte do dia em alta, mas no fechamento, os de curto prazo reverteram para queda. Os investidores do mercado de renda fixa seguem firmes à espera de mais novidades sobre o governo de Bolsonaro, embora já se posicionem de maneira favorável às articulações da nova equipe.

O DI com vencimento para novembro de 2019 teve redução de 0,61%, sendo negociado a 6,88% (6,92% no ajuste anterior), o DI para setembro de 2021 caiu 0,12%, sendo comercializado a 8,58% (8,60% no ajuste anterior) e o DI para junho de 2024 subiu 0,78%, sendo vendido a 9,70% (9,62% no ajuste anterior).

As estatais oscilaram a maior parte do dia, mas fecharam em território positivo. Petrobras ON subiu 0,60%, Petrobras PN aumentou 0,87%, Eletrobras PNB teve alta de 0,28%, Banco do Brasil ON valorizou 1,01%, Embraer ON cresceu 0,51% e Copasa ON ganhou 0,60%. Os papéis Vale ON e Cemig PN foram as exceções do dia, registrando queda 0,15% e 0,88% respectivamente.

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Mercados Globais

EUA

Em Wall Street, as Bolsas ficaram fechadas nesta quarta-feira (05) devido ao luto nacional pelo falecimento de George H. W. Bush, porém os mercados globais continuaram reagindo à queda nas Treasuries de 10 anos dos EUA, que indicam a chegada da temida recessão econômica. Os índices americanos fecharam o pregão de ontem com perdas expressivas, mostrando o clima de aversão ao risco que se instalou após a divulgação das informações sobre a economia americana.

O S&P 500 teve redução de 3,24%, o Dow Jones caiu 3,10% e o Nasdaq Composto perdeu 3,80%. Essa foi a pior sessão desde meados de outubro e o índice de volatilidade VIX, que mensura o medo no mercado de ações americano, disparou para 26,16%, registrando a maior alta dos últimos dois meses. E a projeção é de que os mercados acionários continuem em queda devido à atual conjuntura de guerra comercial, desaceleração da economia global e tensões geopolíticas.

Ásia

Os principais índices acionários da Ásia encerraram o pregão de hoje em queda moderada, no compasso do clima de cautela nos EUA e as tensões com o Brexit na Europa. O Nikkei 225, de Tóquio, caiu 0,53%, o Xangai Composto, de Xangai, reduziu 0,61%, o SZSE Component, de Shenzhen, perdeu 0,48%, o Hang Seng, de Hong Kong, teve baixa de 1,62%, o Kospi, do Seul, diminuiu 0,62%, o S&P ASX 200, de Sidney, declinou 0,78% e o indiano Nifty 50 NSEI desvalorizou 0,80%.

As ações do setor bancário sofreram as maiores perdas também no continente asiático, demonstrando que o mercado de renda fixa já está precificando a desaceleração da economia americana. O cenário ainda se mostra nebuloso quanto à manutenção da elevação gradual de juros pelo Federal Reserve, o que, de fato, gera impactos negativos na rentabilidade das instituições financeiras.

Europa

As Bolsas de valores da Europa fecharam a sessão desta quarta em baixa, seguindo a tendência negativa que assola os mercados globais. O pan-europeu Stoxx 600 teve queda de 1,11%, o DAX, de Frankfurt, caiu 1,19%, o CAC 40, de Paris, reduziu 1,36%, o FTSE 100, de Londres, recuou 1,44%, o BEL 20, de Bruxelas, cedeu 1,16%, o IBEX 35, de Madri, diminuiu 0,55% e o FTSE Mib, de Milão, teve redução de 0,13%.

Os setores que mais sofreram perdas foram: construção (-2,14%), matérias-primas (-1,93%), automobilístico (0,94%) e bancário (0,72%). Os receios com a guerra comercial voltaram a rondar os mercados e pressionaram as ações das mineradoras e montadoras europeias. As companhias exportadoras sofreram com a valorização da libra, que saltou contra o dólar depois do revés ao governo de Theresa May e o cenário negativo de aprovação do acordo para o Brexit.

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