Ibovespa projeta ganhos para hoje com alta dos índices brasileiros no exterior

Em oposição ao mau humor dos índices norte-americanos, que apresentaram um desempenho negativo na última sexta (02), os ativos brasileiros fecharam em valorização nas bolsas de Wall Street, em uma semana que o Ibovespa superou seu recorde e encerrou em forte alta. E de olho na divulgação da nova equipe que integrará o governo do presidente eleito, Jair Bolsonaro, a projeção é que a Bolsa brasileira mantenha sua força acima dos 87 mil pontos e ganhe impulso com a temporada de resultados do terceiro trimestre, sendo esperada a divulgação de 80 balanços nos próximos 5 dias.

Banco Central

Em Jerusalém, o atual presidente do Banco Central, Ilan Goldfajn, defendeu a aplicação das políticas de câmbio flutuante e a manutenção das reservas internacionais como medidas importantes para os países emergentes enfrentarem as turbulências do cenário externo. No evento de homenagem à presidente do Banco Central de Israel, que encerrará seu mandato no próximo dia 12, Ilan reiterou que o estabelecimento de tais medidas, juntamente com a fixação de metas de inflação, comporia um arcabouço de proteção contra impactos de desajustes econômicos externos.

Ele também destacou o protagonismo das reformas e das políticas de adequação fiscal no fortalecimento das economias emergentes, enfatizando a credibilidade e a flexibilidade como pontos centrais para fazer frente à este cenário global, que classificou como desafiador.

Cenário Econômico Global

Figurando no ranking dos cem acadêmicos mais lidos no mundo, o professor Arturo Bris, diretor do Centro de Competitividade Mundial da escola de administração IMD de Lausanne (Suíça), afirmou que há uma nova crise financeira a caminho e que dificilmente o novo presidente Jair Bolsonaro escapará de uma nova recessão. Ele acrescentou que esse cenário será ainda mais difícil de contornar tendo em vista o esgotamento de instrumentos como política monetária e estímulos fiscais, além do menor espaço para colaboração internacional.

O professor ressalta que, para 2019, a projeção é de continuar a expansão global fomentada pelas atuais políticas de elevação do déficit nos EUA e com a China mantendo uma política fiscal flexível, mas que a situação pode se reverter já em 2020, com forte desaceleração do crescimento das economias mundiais.

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