Ibovespa sobe 2% com controle do vírus na China e estímulos dos Bancos Centrais

O Ibovespa opera em alta nesta sexta-feira (20), refletindo o otimismo com os estímulos aplicados pelos Bancos Centrais e o controle do coronavírus na China.

Pelo segundo dia consecutivo, o gigante asiático não registrou novos casos de transmissão local, demonstrando que as medidas adotadas conseguiram conter a propagação da doença.

Além disso, o Banco Central chinês decidiu manter a taxa básica de juros em 4,05% ao ano, evidenciando que a situação já está normalizada no país de origem do surto.

Enquanto isso, nos Estados Unidos, o estado da Califórnia impôs quarentena obrigatória a 40 milhões de pessoas, em uma postura mais radical para refrear a rápida disseminação.

Na Itália, até ontem, foram contabilizadas 41.035 pessoas contaminadas e 3.405 mortes pelo vírus, e como medida emergencial, o presidente decidiu usar o exército para forçar as pessoas a cumprir a quarentena.

De acordo com as estimativas, cerca de 40% da população residente nas áreas mais afetadas não estavam obedecendo ao decreto que determina o isolamento das pessoas durante a crise.

Embora as incertezas prevaleçam quanto aos desdobramentos do coronavírus do mundo, os investidores estão animados para ir às compras, confiando na eficácia dos estímulos anunciados pelos Bancos Centrais.

No Brasil, é grande a expectativa pela votação no Senado do decreto que reconhece o estado de calamidade pública no país.

A aprovação da medida permitirá ao poder executivo ultrapassar o teto de gastos estabelecido pela Lei de Responsabilidade Fiscal aplicando recursos no combate à doença.

Adicionalmente, o governo revisará para baixo as projeções de desempenho da economia, que deverá terminar 2020 apresentando um Produto Interno Bruto (PIB) zero ou negativo.

Na B3, as companhias do setor aéreo Gol (GOLL4) e Azul (AZUL) fazem um pregão de recuperação, após registrarem perdas acentuadas nos últimos dias.

Ás 12h25 (horário de Brasília), a Bolsa brasileira subia 2%, aos 69.698 pontos, com um volume financeiro de R$8,180 bilhões.