Investimentos no Brasil contraem 1% em novembro

Embora haja diversos indicadores mostrando o aquecimento do investidor local, os investimentos no Brasil contraíram 1% em novembro frente a outubro, conforme dados apontados pelo Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea).

Segundo a Agência Brasil, a queda no indicador foi puxada pela redução de 4% nos investimentos de máquinas e equipamentos.

Na construção civil, por outro lado, houve um avanço singelo de 0,5% e, no segmento outros ativos fixos, de 0,4%.

Em 2018, parte desses segmentos avançaram 0,6% (construção civil) e 3,9% (outros ativos fixos), Máquinas e equipamentos contraíram 6,7%.

Além disso, na comparação anual com 2018, o FBCF, calculado pelo investimento efetuado em máquinas e equipamentos, construção civil e outros ativos fixos, recuou 1,8%.

No acumulado em 12 meses, os investimentos desaceleraram, com a taxa de crescimento passando de 2,6% até outubro para 2,1% até novembro.

De acordo com o Indicador Ipea Mensal de Formação Bruta de Capital Fixo (FBCF), medidor dos investimentos em aumento da capacidade produtiva da economia, assim como na reposição da depreciação do seu estoque de capital fixo, a comparação engloba aqueles números que são dessazonalizados.

Desse modo, determinados fatores de épocas do respectivo ano na economia não é considerada, viabilizando a comparação dos resultados de meses distintos.

Em contrapartida, a queda dos investimentos no Brasil foi menor do que o observado de setembro para outubro de 2019.

Nessa referida série houve ajuste sazonal para redução de 2,2% no FBCF.

Apesar disso, a B3 indicou que o volume financeiro médio diário do segmento de ações movimentou R$ 22,9 bilhões.

O montante foi contabilizado em dezembro, representa um avanço de 57,1% na base anual e mostra o apetite do investidor.

Atrelado a isso, o J.P. Morgan classificou o mercado brasileiro como um dos melhores para se investir em ações na América Latina.