Nova Previdência ainda dita tom ameno ao mercado, Bolsonaro lista outras reformas e mais

Os principais mercados globais acompanham de perto as tratativas entre Estados Unidos e China que buscam uma solução para a tensão comercial que tem acometido ambas as nações.

Ontem, uma nova rodada de negociações teve início e há indícios de que a China esteja propondo um investimento de US$ 30 bilhões ao ano adicionais em produtos agrícolas norte-americanos, que incluem a soja, o milho e trigo.

Embora o presidente dos EUA, Donald Trump tenha sinalizado um possível adiamento ao prazo final para essa resolução, 1º de março, não há oficialização e, desse modo, o prazo apertado tensiona um pouco.

Diante de um cenário otimista, motivados pelos desdobramentos do encontro, os índices futuros norte-americanos apontam para uma abertura em alta.

Na Europa, as bolsas também reagem positivamente, enquanto se atentam às notícias que cercam o encontro para resolução do conflito comercial entre as duas potências mundiais.

Embora o prazo final para uma resolução definitiva esteja próximo, o presidente Donald Trump já havia sinalizado a possibilidade de adiá-lo. Isso, contudo, ainda não foi oficializado.

As bolsas asiáticas fecharam o último dia útil da semana com tom positivo, em meio a uma semana de ganhos. Em commodities, os preços do petróleo operam em queda singela e o minério de ferro fica perto da estabilidade.

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Saiba quais são os principais compromissos econômicos globais nesta sexta-feira

Enquanto aguardam por novidades quanto a negociação entre membros do alto escalão da China e dos Estados Unidos, o mercado acompanha declarações dos dirigentes do Federal Reserve ao longo do dia.

O presidente do Banco Central Europeu, Mario Draghi, também falará com a imprensa às 13h15.

Internamente, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) divulgará os dados de emprego do trimestre encerrado em dezembro, medidos pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios Contínua (PNAD Contínua).

Sexta-feira é dia de encontro

Se hoje é dia de marcar compromissos, os olhos estão voltados para o encontro mais importante no mundo: entre Trump e Liu He, o principal negociador chinês. As sinalizações de um acordo entre as duas potências poderão gerar alívio internacional.

Por isso, muita atenção às informações que serão divulgadas, já que uma harmonia, gerará muitos benefícios para nós – um país emergente que aguarda a vinda de recursos estrangeiros mais calmos diante de uma paz comercial.

Já por aqui, o tema dos próximos meses será a reforma da Previdência, que não tem novidades. Mas como estamos em época de divulgação de resultados de empresas, teremos mais um dia agitado no mercado local.

Glenda Ferreira – Economista e bacharel em Relações Internacionais pela Facamp, tem experiência em planejamento financeiro. Atualmente é Especialista em Investimentos na Levante Ideias de Investimentos.

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Nova Previdência pode ser aprovada até meados de setembro e já há novas reformas no radar

Cercada de expectativas, a proposta de reforma da Previdência ainda dita um ritmo ameno ao mercado. Não se sabe ainda quando o texto, enfim apresentado ao Congresso, será aprovado.

Embora prometa uma economia equivalente a R$ 161 bilhões em um período de 4 anos e R$ 1,07 trilhão em uma década, a ambiciosa e dura proposta ainda enfrentará resistência.

Segundo apurações realizadas pelo Valor Econômico, membros do governo reconhecem, nos bastidores, que a nova Previdência ainda não conta sequer com 100 votos consolidados.

Os assessores acreditam que será necessária muita negociação para aprová-la e indicam que antes de o texto ser de fato colocado para aprovação, já devem contar com 360 votos favoráveis.

O documento pode facilitar uma alteração na composição dos tribunais superiores, medida desejada por aliados do governo liderado por Jair Bolsonaro.

A nova reforma ainda pode aumentar a influência sobre o Poder Judiciário e, especialmente, sobre o Supremo Tribunal Federal (STF), o que deve ser usado como argumento para a coleta de votos estipulados como meta pela equipe.

Muitos analistas acreditam que a proposta será aprovada dentro do primeiro semestre deste ano e, por se tratar de uma prioridade absoluta do governo, a nova reforma deve ser votada dentro de pouco tempo.

Há expectativas de que o texto seja alterado e, quem sabe, aprovada nas duas Casas do Congresso Nacional, em meados de setembro.

Paralelo a isso, Bolsonaro usou sua conta pessoal no Twitter para listar novas propostas de reformas que englobam áreas rodoviárias e de aeroportos na região Sudeste.

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Gerdau investirá R$ 7,1 bilhões no triênio de 2019 a 2021 e outras notícias corporativas

A siderúrgica brasileira divulgou um investimento bilionário para o triênio de 2019 a 2021, segundo apurou o Valor. Quem detalhou o plano de investimentos foi o próprio presidente da Gerdau, Gustavo Werneck, que destacou para o presente ano, os desembolsos estão estimados em R$ 2,21 bilhões. A partir do ano que vem, o investimento deve totalizar R$ 2,49 bilhões e, no ano posterior, totalizar R$ 2,44 bilhões.

O preço do aço vai subir 10% a 15% a partir do dia 25 de março, de acordo com os diretores da Companhia Siderúrgica Nacional (CSN). O anúncio foi realizado por meio de uma teleconferência que contou com a participação de diversos analistas de mercado, na qual os presidentes discorreram sobre o resultado trimestral da companhia. Luiz Martinez, o diretor comercial da CSN discorreu sobre o momento propício entre oferta e demanda, mencionando o preço do minério, por exemplo, que dá aporte à medida “para poder melhorar a rentabilidade do setor”.

Ainda no setor de siderurgia, a ArcelorMittal anunciou na última quinta-feira (21) o pagamento de um salário mínimo para cada família que tenha sido desalojada na cidade de Itatiaiuçu, região central de Minas Gerais. O pagamento, previsto para acontecer ao longo de um ano, será feito em decorrência da operação de evacuação realizada pela mineradora que desalojou inúmeras famílias.

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Passados quase um mês após o rompimento da barragem em Brumadinho (MG), tragédia que acometeu a região em 25 de janeiro, cerca de 100 mil pessoas deverão ser contempladas pelo Termo de Acordo Preliminar (TAP) assinado pela mineradora Vale com autoridades. Segundo apurações realizadas pelo Valor Econômico, essas pessoas serão indenizadas por 12 meses com um valor mensal, que custará, em média, R$ 800 milhões para a Vale.

Após indícios de uma nova operação para a incorporação da controlada Smiles e da Gol, divulgados pelo Valor Econômico, a companhia negou ontem à noite (21) à Comissão de Valores Mobiliários (CVM) que haja uma provável ida ao Novo Mercado. A reportagem, que contou com a colaboração de fontes próximas ao assunto, indicava que a operação faria a família Constantino perder o controle majoritário do grupo.

O grupo Ultra não impressionou com os seus resultados trimestrais. Após uma entrega abaixo do esperado, o grupo vê em sua direção o desafio de mostrar consistência em sua recuperação neste ano. Embora o tom da direção permaneça otimista, os investidores ajustaram suas posições aos números mais fracos e as ações da Ultrapar em um primeiro momento, que derrubaram os índices do grupo em 4,92% na bolsa de valores de São Paulo (B3).

Relatório gratuito – Petrobras: O petróleo é nosso

No setor de educação, a Kroton pode estar prestes abrir capital da Saber, braço de educação básica da companhia, na Nasdaq. A apuração do Valor Econômico indica que a empresa independente ficaria com as operações de sistemas de ensino e relacionados, como livros didáticos e prestação de serviços para colégios.

Os estudos relacionados à privatização da Eletrobras foram anulados pela juíza Maria Amelia de Carvalho, da 23ª vara Federal do Rio de Janeiro. A publicação da sentença foi realizada nesta semana e refere-se ao edital aberto pelo BNDES em 2018.

Relatório gratuito – Banco do Brasil: O gigante acordou