Os principais eventos que vão movimentar os mercados na próxima semana

A primeira semana completa de 2019 foi marcada por um movimento lateralizado dos mercados, com destaque para a forte alta registrada na última quarta-feira (9), dia em que o Ibovespa marcou uma valorização de, aproximadamente, 2% no acumulado de cinco pregões.

Os próximos dias garantem ser muito agitados, interna e externamente.

No Brasil o destaque segue para as ações políticas que registraram novas controvérsias nos últimos dias. A Previdência voltou a estar sob todos os holofotes, atraindo a atenção de investidores de todo o mundo que continuam cautelosos até que a implementação ocorra.

A previsão é que a equipe econômica liderada por Paulo Guedes apresente na próxima semana uma Proposta de Emenda Constitucional (PEC) ao presidente Jair Bolsonaro. Esse documento engloba mudanças na Constituição, somado a um texto mais trabalhado que o anterior apresentado e aprovado na comissão da Câmara no ano passado.

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O corpo econômico do atual governo deve, com essa medida, garantir a sustentabilidade do sistema durante um longo período. Também previsto para os próximos dias, Onyx Lorenzoni, o ministro da Casa Civil, confirmou o decreto que contempla uma das principais promessas de Bolsonaro ao longo de sua campanha: a facilitação para aquisição da posse de armas para cidadãos comuns.

Somado a isso, o governo de Bolsonaro sofreu sua primeira baixa após a exoneração de Alex Carreiro. Agora a nomeação de 26 servidores deve ser revista pelo novo presidente da agência, o embaixador Mario Villalva. A demissão de Carreiro foi anunciada pelo ministro das Relações Exteriores, Ernesto Araújo, apenas uma semana após o início das atividades do ex-presidente na instituição.

O governo de Bolsonaro já vem sendo avaliado por indisposições internas entre seus componentes, o que pode aparentar uma fragilidade para a equipe, fato que deve continuar sendo observado com muita atenção pelo mercado nos próximos dias.

Em termos de agenda econômica, a semana doméstica será menos movimentada, mas contará com a publicação do Índice de Atividade do Banco Central (IBC-Br). Este indicador é considerado uma prévia do PIB.

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Externamente, a China e os Estados Unidos não serão os únicos grandes destaques nos próximos dias, uma vez que o Brexit volta a ficar em evidência. A votação do acordo do Brexit e a saída do Reino Unido da União Europeia está marcada para acontecer na próxima terça-feira (15), no Reino Unido.

O atual acordo tem grandes chances de ser derrotado – com base nas últimas tensões registradas em torno do assunto, quando generalizou no mercado as especulações de que a saída definitiva (marcada para acontecer no dia 29 de março) deve ser adiada em decorrência da falta de um acordo. Por isso, a primeira-ministra Thereza May tem negociado como o Parlamento uma nova medida que se configuraria como um plano B.

Esse, contudo, não é o único destaque da Europa que contará com uma bateria de indicadores muito importantes a começar logo na segunda-feira, com os dados do comércio na zona do Euro e das encomendas à indústria na Alemanha, considerado fundamental para o desempenho da principal economia do continente. Na terça-feira, o país também deve apresentar os números relacionados a produção industrial. A semana europeia também contará com a divulgação da balança comercial.

Isso, contudo, não quer dizer que as resoluções entre China e Estados Unidos a respeito da guerra comercial devem ser ignoradas. A última semana foi positiva e refletiu nos principais pregões de ambos os países e há previsão de que as evoluções das negociações sigam sendo muito positivas.

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Em destaque na agenda da potência asiática está a divulgação – na terça-feira – dos números da balança comercial relativos ao mês de dezembro. No dia seguinte, a China deve publicar os índices de preços ao produtor e ao consumidor e o dado do PIB do último trimestre do ano passado.

Hoje os Estados Unidos cravou o 22º dia de paralisação governamental, conhecido como “shutdown”. Essa é a maior paralisação – que engloba serviços e atividades governamentais – da história do país e afeta cerca de 800.000 funcionários federais, além de sites governamentais e até parques nacionais. A decisão de frear as atividades do governo é uma medida do presidente Donald Trump para pressionar os democratas que ainda não aprovaram o orçamento para a construção de um muro na fronteira com o México. Antes, a maior paralisação tinha acontecido no governo de Bill Clinton, em dezembro de 1995 e durou 21 dias.

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