Petrobras desaba levando Ibovespa e Dólar salta a R$3,83

O índice Ibovespa novamente apresentou forte queda puxado pelas ações da Petrobras, que, no pregão de hoje, desabaram quase 5% devido à redução drástica nos preços do petróleo internacional. O clima de aversão ao risco aumentou e a Bolsa brasileira fechou com desvalorização de 0,71%, a 84.914 pontos e um giro financeiro de R$10,892 bilhões.

O dólar comercial disparou surpreendendo o mercado e fechou com uma valorização de 1,96%, sendo cotado a R$3,82, o seu maior preço desde 5 de outubro, véspera das eleições. Esse foi o resultado da desvalorização das moedas emergentes somada às incertezas sobre as políticas que serão aplicadas pelo governo eleito.

Em um dia de grande volatilidade, os contratos de juros futuros fecharam perto da estabilidade devido às movimentações no exterior e com os investidores atentos ao cenário político no Brasil. O DI com vencimento em junho de 2019 caiu 0,15%, sendo comercializado a 6,60% (6,61% no ajuste anterior), o DI para junho de 2021 subiu 0,12%, sendo vendido a 8,580% (8,583% no ajuste anterior) e o DI para dezembro de 2025 aumentou 0,19%, sendo negociado a 10,34% (10,27% no ajuste anterior).

As estatais apresentaram um desempenho ruim, com a Petrobras liderando as perdas da sessão. Petrobras ON caiu 4,61%, Petrobras PN cedeu 4,30%, Eletrobras PBN teve redução de 1,40%, Banco do Brasil ON diminuiu 1,14% e Cemig PN recuou 0,70%.

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Internacional

Os principais índices acionários da Europa encerraram o pregão desta terça (13) em valorização, impulsionados pela alta dos setores de telecomunicação e tecnologia. Os ganhos poderiam ser maiores se não fosse pela queda acentuada nos preços do petróleo e das commodities. O pan-europeu Stoxx 600 subiu 0,67%, o DAX, de Frankfurt, aumentou 1,30%, o CAC 40, de Paris, cresceu 0,85%, o FTSE Mib, de Milão, ganhou 0,90%, o IBEX 35, de Madri, avançou 0,76% e o FTSE 100, de Londres, teve alta mínima de 0,01%.

Termina hoje o prazo concedido ao governo italiano para retornar sua proposta de orçamento à Comissão Europeia. Os investidores aguardam ansiosos pela resolução deste imbróglio, embora as tensões entre Roma e Bruxelas estejam longe de acabar. No Reino Unido, crescem as expectativas de um acordo entre Brexit e União Europeia nas próximas 48 horas, vindo tal notícia a aquecer os ânimos do mercado.

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