Qual é o momento ideal para buscar proteção na Bolsa?

Segundo o gestor Paolo Di Sora, chefe de investimentos da RPS Capital, este é o momento ideal para comprar proteção na Bolsa brasileira. “O nível de proteção dos investidores nunca foi tão baixo como agora”, disse Di Sora durante o evento de premiação do Ranking InfoMoney-Ibmec, realizado na última terça-feira (13) em São Paulo. Para o gestor, é preciso saber encontrar as oportunidades antes que as demais pessoas também encontrem, porque o preço dos ativos está baseado em oferta e procura, e se ninguém está procurando, logo os preços estarão mais baixos.

E uma maneira eficiente de construir uma proteção para a carteira de investimentos é através da compra de opções, que podem diminuir ou, até mesmo, neutralizar o risco de perdas em caso de mudanças imprevistas nos movimentos do mercado. Se essa proteção for comprada por um bom preço, ela poderá impulsionar um retorno financeiro, dependendo da estratégia de gestão utilizada.

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O gestor acrescenta que com o mercado otimista, muitas pessoas podem ficar desprotegidas e é exatamente por isso que a proteção se mostra tão importante. “É nestes momentos, quando ninguém acha que vai acontecer alguma coisa errada, que você tem que ir lá e comprar proteção”, destacou Di Sora. Ele explicou que as posições compradas do RPS Total Return são altamente líquidas, de modo que podem ser vendidas com facilidade se o mercado passar por desníveis acentuados.

Di Sora também ressaltou que a atenção do fundo está voltada para uma análise top down macro setorial, na qual antes de partir para análise das companhias de forma individual, é realizada uma sondagem nos diversos setores da economia visando encontrar oportunidades, sob um aspecto macro da conjuntura econômica. Por isso, o foco do fundo no momento está nas estatais como Banco do Brasil, Eletrobras e Cemig.

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“Essas empresas seguem uma linha de mudança regulatória e de melhora na gestão. Destaque para mudanças de governança, venda de ativos, desalavancagem, além de um programa de privatização que deve ser desenvolvido”, argumentou. Di Sora reiterou que empresas cíclicas como construtoras, setores de aviação e shoppings também devem aproveitar o momento de transformações do país e, por isso, fazem parte da carteira do fundo no conjunto de posições compradas.