Small caps devem continuar batendo mercado, diz Bradesco BBI; inclui Santos Brasil em carteira

As ações de baixa capitalização de mercado, conhecidas como small caps, devem continuar a superar o desempenho dos maiores índices, por conta do seu foco no mercado doméstico, das perspectivas de crescimento no lucro por ação e pelo contexto conturbado no exterior, que deve impactar o desempenho das ações mais líquidas ou daquelas mais ligadas às commodities e às exportações, disseram estrategistas do Bradesco BBI na sexta-feira.

Para a equipe de estrategistas comandada por Marina Valle e André Carvalho, as incertezas globais provavelmente permanecerão significativas, dando mais suporte à “subponderação de nomes relacionados a mercadorias nas carteiras setoriais ou gerais no Brasil”. Eles listam quatro temas fundamentais que devem reforçar a tese de investimento em small caps brasileiras, incluindo a perspectiva de taxas de juros baixas por um período prolongado, um ciclo de crescimento econômico longo, a onda de desestatização da economia brasileira e a incerteza na política.

Para setembro, Valle e Carvalho retiraram as ações do Banco ABC Brasil da lista de small caps recomendadas e incluíram a Santos Brasil, uma operadora de portos. Completam a carteira CVC Brasil, Iguatemi, Tenda e Totvs. Para eles, 70% da recente correção de mercado no Brasil, que levou o índice de small caps da B3, SMLL, a despencar 5% no mês, se deve a fatores globais e 30% a fatores locais. “Essa estimativa destaca a importância dos riscos globais na condução do recente movimento do mercado. As incertezas atuais em relação ao cenário global continuarão por um bom tempo, aumentando a atratividade de ações brasileiras mais focadas no mercado doméstico”, apontaram.

A tese demonstra como os papéis de capitalização baixa estão bem posicionados após forte correção em decorrência da maior aversão ao risco e procura por mais liquidez global. O índice MSCI Brazil Small Cap está barato, disseram os estrategistas, negociando a 12,8 vezes o lucro estimado para o ano, levemente abaixo da média histórica de 13,1 vezes. O segmento deve se beneficiar da agenda de crescimento do Brasil e parece atrativa, com um rendimento de dividendos de 3,7% e crescimento esperado de lucro por ação de 14% em dólares americanos, apontaram.

Neste mês, o índice SMLL deve recuar 0,74%. primeira queda desde fevereiro. Já o Ibovespa, que é índice referência do mercado acionário brasileiro, cai 1,3% em agosto.

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