Trump critica Fed em aumento de juros e Nasdaq fecha com queda superior a 5%

Os ânimos se exaltaram nesta quarta-feira (10) em Wall Street. Os principais índices norte-americanos desabaram, com o Nasdaq operando no seu pior pregão dos últimos dois anos e fechando com queda 4,08%, aos 7.422 pontos no mercado normal, e 5% no after market. Esse cenário foi fortemente influenciado pelas gigantes da tecnologia como Apple e Amazon, que presenciaram os preços de suas ações registrando uma queda brusca de 5% e refrearam o desempenho da Bolsa.

Seguindo a mesma tendência, Dow Jones fechou com queda de 3,15% a 25.598 pontos e o S&P500 recuou 3,29%, a 2.785 pontos. A turbulência foi tão grande que o VIX, índice do medo, aumentou 44%, chegando a 22,96, em sua maior alta diária. E a projeção é de que nesta quinta (11), o mercado continue operando no vermelho.

 A situação é um reflexo da forte alta das Treasuries de dez anos do governo dos EUA, que apresentaram uma forte alta, atingindo a marca de 3,24%. Essa instabilidade levou o Federal Reserve (Banco Central americano) a aumentar drasticamente a taxa de juros do país, saltando do intervalo de 1,75% a 2% ao ano para 2% a 2,25% ao ano. O Fed ainda anunciou outros cinco aumentos previstos, um para dezembro de 2018, outros três para 2019 e mais um para 2020.

O presidente Donald Trump teceu duras críticas à política de juros empregada pelo Fed, chegando a afirmar que tal medida está muito rígida aos parâmetros atuais e que se trata de um erro, justificando que esse grande volume de vendas de ações representa apenas uma correção no mercado que já é esperada há algum tempo.

Em um comunicado, a porta voz da Casa Branca Sarah Sanders, na tentativa de acalmar os ânimos, declarou que a base da economia dos EUA continua forte e agora está sólida graças às políticas econômicas do presidente Trump, que favorecem o crescimento contínuo do país.