Wall Street dispara e Ibovespa aguarda sinalização de Bolsonaro para avançar

Depois de engendrar sucessivas temporadas de alta no “rali” das eleições, os investidores colocaram o pé no freio e agora voltam total atenção às ações do novo governo, aguardando sinais concretos de que as reformas serão realizadas. Esse clima interno de cautela e o cenário externo favorável, explicou o desempenho ruim da Bolsa brasileira, que já se prepara alocando uma grande quantidade de ativos locais, esperando somente, o avanço das agendas.

No pregão de ontem, o Ibovespa fechou em queda de 1,08%, aos 87.714 pontos, confirmando o candle de reversão diante de um novo topo histórico na marca dos 89 mil, porém, sua tendência de alta não deve sofrer modificações, tendo em vista que as operações se mantiveram acima das médias móveis projetadas e a queda não apresentou volume significativo, evidenciando apenas uma realização de lucros.

Para hoje, a expectativa é de que o cenário internacional positivo e os novos nomes anunciados para composição da equipe de governo de Jair Bolsonaro deem força ao índice, que tende a oscilar na faixa acima dos 85 mil, onde oferecerá novas oportunidades de compra.

Wall Street

As Bolsas de valores americanas encerraram a sessão desta quarta (07) em forte alta refletindo o resultado das “midterms” ou eleições no meio do mandato presidencial. Sem grandes surpresas, a nova composição da Câmara e do Senado atendeu às expectativas dos investidores, que tiveram suas incertezas amenizadas sobre a continuidade das políticas econômicas de Trump.

O índice S&P 500 fechou com um aumento de 2,12%, o Doe Jones avançou 2,13% e o Nasdaq Composto subiu 2,64%, em um dia de ganhos expressivos em Wall Street.

Diante de um congresso divido, a Câmara com maioria dos democratas e o Senado sob controle dos republicanos, as chances de aprovação de mudanças radicais na condução da economia tornam-se minimizadas e traz alívio aos investidores, que já se preocupam com os orçamentos restritos e os ruídos comerciais.

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