Biosev tem grande prejuízo no 2º trimestre da safra 2018/19: R$ 155,567 milhões

O segundo trimestre da Biosev, uma das líderes do setor sucroenergético e braço do Grupo Louis Dreyfus, ficou marcado por um considerável prejuízo líquido de R$ 155,567 milhões no ano-safra 2018/2019.

Com esses números, a companhia conseguiu reverter o resultado positivo que havia conquistado em igual período do ciclo anterior com o lucro registrado em R$ 32,848.

Em apenas seis meses houve um acúmulo de R$ 662,029 milhões em prejuízo, valor que corresponde a 21,6% a mais que os R$ 544,455 milhões de prejuízo registrados em igual semestre da safra 2017/2018, causado pela queda de produtividade em diversos setores.

Houve recuo na receita líquida da companhia (ex-HACC) de 17,8% na mesma base de comparação trimestral realizado pelo Ebitda, para R$ 1,503 bilhão, e 9,6% na semestral, para R$ 3,420 bilhões, uma provável reação em virtude da redução na produção e das vendas de açúcar nesta safra-base.

Neste segundo trimestre foi feito um investimento de R$ 185,844 milhões, 0,5% a mais do que em igual intervalo da passada. Do total, R$ 165,988 milhões foram investidos nas operações.

A Biosev faz parte das empresas que investiram em um maior armazenamento de etanol, chegando a somar 459 milhões de litros (+33%) em seu estoque, até o dia 30 de setembro. Para o presidente da empresa, Juan José Blanchard, o aumento dos estoques vista a maximização da produção do biocombustível.

Moagem e produção da safra

Houve uma queda de 9,7% na moagem de cana-de-açúcar ao final do t quando comparado ao mesmo período de 2017. Por outro lado, houve um crescimento de 1,6% no acumulado de 2018.

Além da queda na moagem mencionada acima, a companhia também identificou uma baixa de 8,3% no rendimento dos canaviais e, mesmo com um avanço na quantidade de ATR da cana, o índice de ATR por hectare caiu 7,1% no período acumulado.

Embora a Biosev tenha produzido 650 mil toneladas de açúcar e 1,11 bilhão no acumulado de 2018/19, a companhia ainda encara nos comparativos anuais as consideráveis quedas de 25,1% e 24%, respectivamente.

Dívida

A dívida líquida que em 30 de setembro era de R$ 5,211 bilhões corresponde a um total de 4,9% a mais na comparação com a relatada ao final do primeiro trimestre de 2018/2019, em 30 de junho, de R$ 4,966 bilhões.

Esse aumento e impacto nas despesas da companhia é um provável reflexo da valorização do dólar no período em questão. A alavancagem medida pela relação entre dívida líquida e Ebitda da Biosev recuou de 2,9 vezes para 2,8 vezes entre os trimestres da atual safra.

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