Exportações de carne suína cresceram em novembro, animal se valoriza no mercado interno e aumenta o poder de compra de suinocultor

A liquidez no mercado independente de suínos está elevada, mesmo em meio a segunda quinzena, momento em que, no geral, o mercado desacelera um pouco. Isso se dá pelo contexto em que os preços do suíno vivo se mantêm em alta no mercado interno, superando as verificadas para os principais insumos que compõem a ração (milho e farelo de soja).

De acordo com os pesquisadores do Cepea, as elevações nos preços do suíno estão relacionadas à menor oferta de animais para abate e à alta na demanda industrial. Um dos principais reflexos da valorização do suíno é que os produtores paulistas e catarinenses têm percebido uma melhora no poder de compra frente a esses insumos.

Na média levantada do mês de novembro, considerado até a última quarta-feira (21), o suíno vivo negociado na região de SP-5 (Bragança Paulista, Campinas, Piracicaba, São Paulo e Sorocaba) registrava alta de 1,57% quando comparado ao mês anterior (média de R$ 3,88/kg).

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Embora a alta seja significativa, não foi tão expressiva quanto a que foi registrada no Oeste Catarinense onde o animal registrou média de R$ 3,68/kg em novembro, o que equivale a quase 5% (4,8%). Além disso, as exportações do animal estão a todo vapor, o que favorece o cenário positivo interno.

Mesmo com os feriados da Proclamação da República e da Consciência Negra que reduziram a movimentação no mercado, a demanda interna e externa tem contribuído para um cenário muito favorável como um todo. Dados levantados pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços, apontam que os embarques diários registrados até a terceira semana do mês de novembro foram 15,1% e 24,0% maiores que o exportado por dia no mês passado e em novembro do ano passado, respectivamente.

Em relação ao mercado interno, os atacadistas têm se preparado para a procura que tende a aumentar nesta época em razão das festas de final de ano. Em grandes centros de consumo, os preços até registraram alta nesta semana. Em alguns casos, essa alta é reflexo das granjas paulistas, nas quais o animal terminado subiu R$1,00/@ no período e está cotado, em média, em R$76,00. A valorização também chegou ao atacado em 5,0%, com a carcaça negociada, em média, em R$6,30/kg.

A expectativa é que a segunda quinzena do mês balance um pouco a estabilidade do mercado no curso prazo, embora o pagamento da primeira parcela do décimo terceiro salário está próximo de acontecer e as contratações de fim de ano podem limitar o efeito de redução de consumo.

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