FCStone reduz previsão da produção de soja no Brasil em 3,5%, com 112,2 milhões de toneladas

Foi informado pela consultoria INTL FCStone nesta sexta (1), que a previsão feita em janeiro para produção de soja no Brasil recaiu 3,5%, indo de 116,26 milhões de toneladas para 112,2 milhões de toneladas, como consequência da continuidade de problemas climáticos. Em comparação ao recorde de produção da temporada anterior o recuo é de 5,9%

Em nota, a consultoria explicou que: “Após as primeiras semanas de dezembro, bastante secas, o que já tinha motivado cortes, o clima no mês de janeiro também mostrou um padrão mais quente e seco em boa parte do Brasil, com destaque para a região mais central’’ e completou: ‘’As chuvas não tiveram um padrão regular, com o registro de muitos dias seguidos sem precipitações”.

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Para a analista da organização financeira, Ana Luiza Lodi, isso também afetará as exportações, afinal não contaremos com alta disponibilidade da commodity, passando a estimativa de 72 milhões de toneladas para 68 milhões.

No caso do milho, as projeções são mais otimistas para a primeira safra, subindo de 27,132 milhões para 27,846 milhões de toneladas. Esta produção irá recuperar as perdas do ano passado.

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O crescimento é motivado pela revisão de produtividade do Rio Grande do Sul, que foi de 6,90 para 7,32 toneladas por hectare. “A safra de milho do Estado tem sido favorecida pela intensa radiação solar aliada à boa umidade do solo. A colheita no Estado, que está avançada, ao redor de 30%, tem mostrado bons resultados”, anunciou a FCStone.

De modo geral, a produção de milho no país será de 92,4 milhões de toneladas. Sendo assim, a relação entre oferta e demanda do cereal estará com folga, podendo ser um projetado um estoque de até 14,3 milhões de toneladas.

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