Governo anuncia Plano Safra com R$ 225 bilhões para produtores de diferentes portes

Foto: Antônio Cruz/Agência Brasil

Em cerimônia no Palácio do Planalto nesta terça feira (18), o governo anunciou a liberação de R$ 225,59 bilhões do Plano Safra 2019/2020 destinados a pequenos, médios e grandes produtores.

Para a safra anterior, o Ministério da Economia anunciou R$ 225,3 bilhões em recursos para o plano agrícola. A liberação da renda começará em julho e durará até junho de 2020, sendo que a divisão será feita da seguinte forma:

  • R$ 169,33 bilhões para custeio, comercialização e industrialização;
  • R$ 53,41 bilhões para investimentos;
  • R$ 1 bilhão para seguro rural;
  • R$ 1,85 bilhão para apoio à comercialização.

 O valor R$ 1 bilhão destinado a ajudar os agricultores a pagaram o seguro rural em 2020 já atraiu críticas de representantes do setor, que afirmam que como a renda disponível para 2019 foi baixa, R$ 371 milhões, o incentivo deveria ser de R$ 1,7 bilhão.

“O recurso para o seguro foi minguando nos últimos anos. O valor de R$ 1 bilhão [em subvenção] está muito bom diante do que era antes. Agora, se me perguntarem qual o valor ideal, seria R$ 1,7 bilhão”, afirmou ao G1 Bruno Lucchi, superintendente técnico da Confederação da Agricultura e Pecuária do Brasil (CNA).

Além disso, o governo também anunciou que as taxas para custeio, comercialização e industrialização serão de:

  • 3% e 4,6% ao ano para pequenos produtores, participantes do Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), que terão R$ 31,22 bilhões à disposição
  • 6% ao ano para médios produtores;
  • 8% para grandes produtores.

Para os investimentos, os juros poderão variar de 3% para 10,5% ao ano, de acordo com a escola produtiva.

O ministério informou que o governo liberou R$ 500 milhões para construção e reforma de moradias de pequenos produtores, e acredita que o valor é suficiente para construir até 10 mil casas.

Através do Fundo de Aval Fraterno (FAF), os produtores conseguirão renegociarem dívidas agrícolas com bancos, distribuidoras e agroindústrias, sendo que o Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) irá dispor de R$ 5 bilhões para essas renegociações, com prazo de pagamento de até 12 anos e três anos de carência.