Mercado de boi gordo busca melhorar posicionamento em compras e vendas

2018 foi um ano muito positivo para o setor pecuário nacional que fechou o ano batendo recorde de 1,353 milhão de toneladas, registrando faturamento de US$ 5,6 bilhões nas exportações de carne bovina in natura.

No ano passado, o consumo interno não foi tão positivo assim ao longo do ano, embora tenha conseguido absorver o aumento dos abates sem grandes pressões nos preços da carne – destaque para a matéria prima do boi gordo. Enquanto isso, 2019 alimenta expectativas de preços mais firmes, tanto motivados pelo possível aumento da demanda doméstica, quanto pela diminuição da oferta de gado, em função do início do ciclo de retenção de matrizes.

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Para 2019, a busca é pelo aumento nas vendas domésticas da proteína. De acordo com os dados levantados pelos pesquisadores do Cepea, o que ajudou a cravar este resultado positivo no ano passado e renovou as perspectivas para o ano atual são as boas expectativas quanto a retomada da economia nacional, que naturalmente tende a elevar o poder de compra da população brasileira. Isso, contudo, não quer dizer que o setor pecuário vai deixar de lado os mercados externos, onde o setor segue se destacando e se consolidando a cada dia que passa.

Neste ano que recém começou, os pecuaristas e frigoríficos seguem sentindo o mercado para então agirem em busca do melhor posicionamento tanto para compras como para vendas, em especial para o boi gordo. O que mais tem se destacado desde que o ano começou é o volume de negócios inferior ao ano passado, fato que tem proporcionado aos frigoríficos novas oportunidades para testar preços abaixo das referências.

A estratégia utilizada por estes empreendimentos é que “se colar, colou”. Embora o ajuste negativo não seja muito alto, foi possível perceber que as regiões que seguem aplicando essa estratégia registraram pressão de baixa nas cotações com maior intensidade. Se por um lado alguns frigoríficos têm experimentado preços abaixo das referências, estados como Tocantins e Rondônia optaram por pagamentos menores pela arroba.

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Na última quinta-feira (3), foi realizado um levantamento em que identificaram desvalorizações para a arroba do boi gordo em onze praças pecuárias, enquanto o mercado atacadista de carne bovina com osso fechou cotada em R$10,29/kg a carcaça de bovinos castrados, preço que equivale a uma queda de 0,3% frente ao levantamento realizado anteriormente.

O que não dá para ignorar é que sazonalmente o mês de janeiro tem uma tendência a registrar um menos índice de venda da carne, uma vez que a descapitalização e compromissos financeiros da população implicam em uma redução da demanda.

Este é um dos fatos principais que justificam a primeira semana de 2019 do setor que fechou poucos negócios. Por já ser aguardado essa baixa natural, os índices não preocuparam os fornecedores de boi gordo, especialmente depois de feriados prolongados. Janeiro também é um mês que costuma marcar uma mudança comportamental nas vendas que começam a recuar após um período de intenso crescimento sazonal das últimas semanas do ano anterior.

Embora a quantidade de transações tenha sido pequena, foi o bastante para manter o mercado firme e a referência das cotações estáveis, com pequenas variações regionais.

Desde novembro do ano passado, os preços da carne bovina sem osso no atacado pelos frigoríficos estão flutuando e, às vezes, acumulam valorizações. Este cenário virou completamente quando, nos últimos sete dias, o mercado entrou em revés.

O mercado aponta que a média de todos os cortes pesquisados representaram uma desvalorização de 1,7% na primeira semana de 2019. Este cenário, no entanto, não deve servir como parâmetro para desânimo, uma vez que a disponibilidade de animais terminados em pasto e redução nas vendas de carne ainda não chegou por completo.

A expectativa e probabilidade é que nos próximos dias esse quadro mude drasticamente, alimentando as esperanças de que a oferta se comporte na segunda semana do primeiro mês de 2019, quando os negócios devem voltar à normalidade.

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