Milho e soja: produtos agrícolas chamam a atenção por exportação e guerra comercial

A exportação brasileira de dois dos principais produtos agrícolas, milho e soja, tem tido bons resultados no começo deste mês.

No primeiro caso, as exportações mantêm um ritmo acelerado nas três primeiras semanas de agosto, após recorde do mês anterior.

A informação foi revelada por dados compilados pela Secretaria de Comércio Exterior (Secex) do Ministério da Economia.

Desse modo, os embarques de milho totalizaram, em média, 4,3 milhões de toneladas nos 12 primeiros dias úteis do mês.

Isso equivale a, aproximadamente, 358,1 mil toneladas por dia. No mês recordista, a média diária foi de 274,6 mil toneladas.

Além disso, o Brasil pode registrar safra recorde de milho na atual temporada, com 101,91 milhões de toneladas, de acordo com pesquisa da Reuters com instituições e especialistas.

Em paralelo, a soja, principal produto de exportação do Brasil, tornou-se um novo ponto de tensão na guerra comercial EUA-China.

Após à alta de tarifas sobre bens industrializados da China oriundos dos EUA, a China respondeu na mesma moeda: tributação.

Assim, passou a tributar em 25% diversos produtos agrícolas americanos, entre eles a soja.

Embora o insumo mantenha uma tendência de queda verificada no mês anterior diante dos avanços nas articulações entre as duas potências, a Reuters noticiou que a demanda chinesa reaqueceu.

Até a terceira semana de agosto, as exportações acumulavam 2,7 milhões de toneladas, isto é, 227,6 mil toneladas por dia.

Na comparação anual com 2018, as vendas de agosto totalizaram 8,1 milhões de toneladas, ou 353 mil toneladas diárias.

Por outro lado, as exportações de soja somaram 7,8 milhões de toneladas em julho 2019, média de 340 mil toneladas.

Contribuindo para deixar milho e soja no mesmo patamar de destaque e reacendendo o conflito com os EUA, a Bloomberg informou que o país asiático recém encomendou uma grande quantidade de soja brasileira.

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