Pecuaristas apostam na estabilidade de preço da arroba do boi para 2019 apesar da recente inconstância

As negociações do boi gordo estão voltando na maioria das regiões brasileiras. Com maior quantidade de frigoríficos e pecuaristas negociando no mercado, já é possível enxergar o reflexo positivo no aumento da oferta de boiadas terminadas, fato que tem sido muito aproveitado pelas indústrias que estão se aproveitando do bom momento para alongar as programações de abate.

Esse efeito tem sido positivo e indica certo retorno da normalidade para o mercado que também aproveita para respirar um pouco mais aliviado depois de projeções para pressão das cotações. Isso, contudo, não quer dizer que as coisas não podem ficar mais estáveis.

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As cotações da arroba do boi gordo ainda seguem indefinidas. Nos últimos dois dias foi possível sentir a flutuação no mercado quando na quarta-feira (9), houve valorizações em dez praças, mas queda em outras sete. Ontem (10), mais desvalorizações em seis praças.

Paralelamente, a demanda por carne atualmente indica um singelo recuo quando comparado aos índices de dezembro, algo que refletiu em viés de queda no mercado do boi. Apesar desses índices não serem um oásis, os pecuaristas em geral se mostram bastante otimistas para este ano.

Vencido 2018, um ano com oscilações de quase 8% no preço da arroba do boi (que começou a R$ 146, chegou a R$ 138 em junho e fechou a R$ 149), os pecuaristas da região de Araçatuba acreditam que este ano vai ser muito melhor para o cenário econômico em geral.

No último mês do ano passado, Cepea/Esalq USP havia informado que, apesar da variação, o preço da arroba se manteve firme por todo o mês, fato que está atrelado aos valores da carne negociada no mercado atacadista e à menor oferta de animais prontos para abate.

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Ainda de acordo com o centro de estudos, o recorde de exportações no segundo semestre de 2018 somado a necessidade de aquisição de lotes de animais com características diferentes e a baixa disponibilidade de lotes de animais confinados nos primeiros giros devem ser considerados como fatores primários na elevação sentida na arroba do boi em alguns períodos do ano passado.

Adriana Renata Rodrigues, responsável pelo departamento administrativo da Nelore Zeus, segue a mesma linha otimista que os pecuaristas de Araçatuba e disse que o ano atual promete ser promissor em especial para o agronegócio. “Acreditando nessa melhoria do mercado, estaremos em 2019 disponibilizando um número maior de touros melhoradores, touros mais jovens, apostando no aumento da produção de bezerros e na maior valorização da arroba”, afirma.

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Rodrigues também acredita que as exportações vão crescer e, com isso, atrair uma demanda maior pelos frigoríficos em termos de compra de gato, abrindo maiores oportunidades de negociação de venda para o pecuarista que hoje trabalha com uma margem mais apertada. Fernando Fabris, consultor de negócios, também é favorável à perspectiva positiva de que o mercado do boi gordo trará bons preços em 2019.

O consultor aposta na melhora da economia e abertura de novos mercados para exportação de carne bovina este ano como a Rússia que, desde as eleições do ano passado, voltou a importar carne bovina brasileira.

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