Conflito EUA-China impacta o câmbio e dólar fecha a R$4,09

Assim como os demais ativos, o dólar também foi afetado pelos impactos do acirramento do conflito comercial entre Estados Unidos e China.

No fechamento, a divisa americana recuou 0,34% contra o real brasileiro, na cotação de R$4,0900 na venda, fazendo uma sessão de ajustes à alta de 1% registrada na véspera

Operando sem uma direção definida ao longo do dia, a moeda dos EUA se firmou em território negativo após o governo americano anunciar que vai suspender o visto de algumas autoridades chinesas.

Além disso, no dia anterior, a Casa Branca já havia comunicado a inclusão de empresas chinesas na lista negra por suspeita de violação grave de direitos humanos a minorias étnicas e religiosas na região de Xinjiang.

Em meio à tantas turbulências, o real foi a divisa que apresentou o melhor desempenho nesta sessão, que foi muito de grandes perdas para ativos de risco de todos os segmentos.

Embora pareça contraditório o comportamento do dólar no mercado interno, alguns operadores disseram que a expectativa por cortes de juros adicionais nos EUA ajudou a acentuar o movimento de queda.

Da mesma forma, as perspectivas positivas em relação ao acordo entre o governo e o Congresso sobre a partilha de recursos da cessão onerosa também trouxe alívio aos investidores locais.

Na mesma linha, os contratos de juros futuros encerraram renovando as mínimas históricas, de olho na atuação do Federal Reserve para com os juros norte-americanos.

Comentários do presidente da autoridade monetária, Jerome Powell, sobre o crescimento patrimonial da instituição e a economia dos EUA, delimitaram o cenário de flexibilização no curto prazo.

O DI maio/2020 caiu para 4,72% (4,75% no ajuste anterior), o DI julho/2023 declinou para 6,19% (6,22% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 recuou a 6,95% (6,98% no ajuste anterior).