Dólar avança a R$4,09 com decepção na cessão onerosa

O dólar comercial encerrou em valorização contra o real nesta quinta-feira (07), fechando na cotação de R$4,0910 na venda.

A decepção com o resultado geral do leilão de cessão onerosa manteve a moeda brasileira pressionada durante todo o pregão, contrariando o movimento positivo do exterior.

Na paridade com as principais moedas emergentes e ligadas às commodities, como o rand sul-africano e o rublo russo, a divisa americana perdia terreno.

O segundo dia de disputas pelos campos excedentes do pré-sal, assim como na véspera, também não registrou participação de companhias estrangeiras, de modo que só a Petrobras realizou propostas de aquisição aos blocos.

Sendo assim, as perspectivas de entrada de fluxo cambial ficaram muito comprometidas e algumas casas que ainda apostavam no dólar abaixo de R$4, revisaram suas posições na sessão de hoje.

Na visão de alguns analistas, essa frustração não compromete o nível de atração do mercado local para outros investimentos no curto prazo, principalmente, com a continuidade da agenda de reformas do governo.

O alívio na guerra comercial entre Estados Unidos e China, através da assinatura do acordo, também deve impulsionar a economia do Brasil, já que os chineses são responsáveis por boa parte das exportações brasileiras.

No mesmo sentido, os contratos de juros futuros fecharam com expressiva alta nas taxas em todos os períodos, com os investidores recompondo o prêmio de risco.

O DI julho/2020 subiu a 4,41% (4,44% no ajuste anterior), o DI janeiro/2024 saltou para 6% (5,91% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 avançou a 6,56% (6,47% no ajuste anterior).