Dólar avança a R$4,17 com indicadores locais no radar

O dólar comercial operava em queda nesta quarta-feira (15), refletindo a decepção dos investidores com os indicadores econômicos locais.

As vendas no varejo (exceto automóveis e materiais de construção) mensuradas em novembro aumentaram 0,6% em relação a outubro, segundo o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Já no varejo ampliado (inclui tudo), o resultado foi pior, as vendas recuaram 0,5%, contrariando as perspectivas de alta em 0,4%.

O fato evidenciou que a economia brasileira não está fora de perigo como muitos acreditavam e pode sim necessitar de um estímulo adicional para conceder tração às atividades.

Tal conjuntura renovou as apostas de um corte de 0,25% na taxa Selic já na próxima reunião, que está prevista para acontecer em fevereiro.

E a percepção de continuidade da política flexibilização monetária pressionava o desempenho do real, já que a redução do diferencial de taxas praticadas no Brasil e nos EUA torna a moeda brasileira menos atrativa para investimentos.

Ás 12h17 (horário de Brasília), o dólar comercial saltava 1,07% contra o real, sendo cotado a R$4,1730 na venda.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros apresentavam queda nas taxas em todos os períodos, com o movimento dos DIs precificando um novo corte na taxa Selic.

O DI novembro/2020 declinava 1,38% sendo negociado a 4,30% (4,34% no ajuste anterior) e o DI julho/2024 recuava 1,59%, sendo vendido a 6,17% (6,23% no ajuste anterior).