Dólar avança a R$5,13 seguindo exterior, apesar da atuação do Banco Central

O dólar comercial subiu 2,23% nesta segunda-feira (23), fechando na cotação de R$5,1350 na venda, mesmo após a intervenção do Banco Central.

Impulsionada pela forte demanda por segurança no exterior, a divisa americana avançou contra as principais moedas emergentes, sobretudo, em relação ao real.

Para prover liquidez ao mercado, a autoridade monetária brasileira vendeu US$501 milhões em recursos à vista por meio de dois leilões de linha.

Embora a ação tenha apresentado efeito limitado frente ao sentimento de aversão ao risco no exterior, já foi suficiente para impedir que o movimento de alta do dólar fosse ainda maior.

Mais cedo, os investidores ficaram animados com o anúncio das novas medidas adotadas pelo Federal Reserve para reforçar a liquidez sistema financeiro dos Estados Unidos.

Dentre as diretrizes, ficou estabelecido que a instituição comprará uma quantidade ilimitada de Treasuries e títulos hipotecários.

Além disso, aplicará uma série de concessões que liberarão cerca de US$1,2 trilhão em recursos, visando garantir a estabilidade do ambiente macroeconômico do país.

Mesmo assim, o clima ainda foi de tensão, visto que, é impossível prever a dimensão dos impactos financeiros da pandemia sobre a atividade global.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros fecharam sem apresentar uma direção comum, com os agentes do mercado repercutindo a ata da última reunião do Comitê de Política Monetária (Copom).

Segundo o presidente do BC, Roberto Campos Neto, a instituição seguirá atenta aos efeitos do coronavírus e agirá apropriadamente, caso o cenário se torne ainda mais adverso.

O DI dezembro/2020 caiu para 3,66% (3,88% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 subiu para 8,10% (7,51% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 saltou para 9,01% (8,62% no ajuste anterior).