Dólar cai a R$3,96 com alívio na guerra comercial sino-americana

Após semanas de acirramento no conflito comercial entre Estados Unidos e China, a sessão de hoje representou um alívio aos mercados em geral.

A decisão do governo americano de adiar para 15 de dezembro a imposição de tarifas à determinados produtos chineses, abriu espaço para uma nova rodada de diálogos entre os dois países.

Em sua conta no Twitter, o presidente Donald Trump explicou que as tarifas poderiam elevar os preços dos produtos, prejudicando os consumidores nas festas de final de ano.

Ele também argumentou que Pequim poderá cumprir a promessa de aumentar as compras de produtos agrícolas, visando restabelecer a proximidade com os EUA.

O fato impulsionou os ativos de risco, desviando o mercado da derrota do presidente argentino, Maurício Macri, nas primárias das eleições presidenciais.

Operando muito volátil, o dólar recuou 0,38% contra o real brasileiro, fechando na cotação de R$3,9680 na venda, assumindo posição mediana entre a mínima e a máxima do dia.

Na mesma linha, os contratos de juros futuros encerraram em queda, com o movimento das taxas acompanhando a melhora na percepção do risco nos mercados.

O cenário de apaziguamento entre as duas maiores economias do mundo permitiu aos investidores de renda fixa reduzir o prêmio de risco dos ativos, realizando um pequeno ajuste sobre os últimos avanços.

O DI março/2020 recuou para 5,33% (5,32% no ajuste anterior), o DI julho/2024 caiu para 6,77% (6,79% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2029 declinou para 7,39% (7,41% no ajuste anterior).