Dólar dispara a R$4,06 com frustração no leilão de cessão onerosa

O dólar comercial operava em alta acentuado na sessão desta quarta-feira (06), refletindo a frustração do mercado com a baixa participação estrangeira no leilão de cessão onerosa.

Os investidores esperavam uma disputa muito acirrada no evento, porém, o que se viu foi a Petrobras arrematar os maiores campos pelos preços normais, sem ágio.

A estatal brasileira levou as duas maiores áreas, Búzios (em consórcio com duas empresas chinesas) e Itapu (adquiriu sozinha), por quase R$70 bilhões.

Com isso, o dólar disparou no câmbio local, já que o fluxo de moeda que entrará no país não será o mesmo que os economistas tinham previsto.

Ás 12h32 (horário de Brasília), o dólar comercial valorizava 1,68% contra o real brasileiro, sendo cortado a R$4,0610 na venda.

No exterior, a divisa americana apresentava um desempenho misto contra as demais moedas emergentes e atreladas às commodities.

O mesmo se via no comportamento dos contratos de juros futuros, que recuavam no curto prazo e aumentavam na ponta mais longa da curva.

A renda fixa ainda refletia o posicionamento do Banco Central em limitar o ciclo de cortes a 2019 e avaliar cautelosamente a conjuntura de 2020 para definir qual política adotar.

O DI julho/2021 declinava 0,63% sendo negociado a 4,72% (4,73% no ajuste anterior) e o DI julho/2024 aumentava 0,34% sendo vendido a 5,95% (5,92% no ajuste anterior).