Dólar dispara a R$4,12 com preocupações sobre a guerra comercial

A intensificação do conflito comercial entre Estados Unidos e China renovou a aversão ao risco nos mercados, fazendo o dólar disparar neste pregão.

Dentre as moedas emergentes, o real brasileiro foi o que mais depreciou contra a divisa americana, apresentando uma boa diferença do segundo colocado, o peso colombiano (0,96%).

Contribuiu com o mau desempenho do câmbio a decisão chinesa de retaliar as tarifas norte-americanas e as declarações do presidente Donald Trump, ameaçando Pequim e criticando o posicionamento do Federal Reserve.

Além da piora no cenário para os ativos de risco, a moeda do Brasil tem sido pressionada pela redução do diferencial de juros com os EUA e os solavancos do ambiente doméstico.

No fim da sessão, o dólar comercial fechou em alta de 1,03%, sendo cotado a R$4,1210 na venda, no maior patamar desde 19 setembro do ano passado.

Os contratos de juros futuros também avançaram, apresentando elevação nas taxas em todos os períodos, com os investidores de renda fixa adicionando prêmio de risco aos ativos.

O DI junho/2020 subiu para 5,28% (5,20% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 saltou para 6,69% (6,62% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2026 avançou para 7,08% (7,04% no ajuste anterior).

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