Dólar dispara a R$4,16 e registra ganho semanal de 4,31% com cessão onerosa

O dólar comercial encerrou em alta de 1,83% nesta sexta-feira (08), sendo cotado a R$4,1660 na venda, registrando ganho semanal de 4,31%.

A frustração com o resultado do leilão de cessão onerosa dos campos excedentes no pré-sal impactou negativamente o real, pressionando-o a devolver toda a valorização adquirida no mês de outubro.

O mercado esperava que o certame viabilizasse a entrada de um fluxo intenso de moeda estrangeira no câmbio local, contudo, a expectativa não se concretizou e, no curto prazo, a tendência e de depreciação da moeda brasileira.

Durante a sessão de hoje, dois acontecimentos catalisaram a performance do dia: as falas de Donald Trump sobre a remoção das tarifas e a soltura do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva.

O presidente americano declarou que não concordou com a retirada das tarifas impostas aos produtos importados da China, durante o acirramento da guerra comercial.

A adoção desta medida conformava uma das condições colocadas pelo governo chinês, para prosseguir com a assinatura da primeira fase do acordo.

A notícia acentuou o sentimento de aversão ao risco nos mercados, levando as moedas emergentes a operara em território negativo contra o dólar.

Por aqui, a libertação do ex-presidente Lula deixou os ânimos exaltados e o aumentaram os receios do mercado diante dos prováveis efeitos políticos desta situação.

Na renda fixa, os contratos de juros futuros encerraram com elevação nas taxas em todos os períodos, refletindo a preocupação com a segurança jurídica no Brasil.

Em uma semana repleta de incertezas quanto à política monetária e à baixa atração de capital estrangeiro, os vértices de longo prazo tiveram adição de maior prêmio de risco.

O DI junho/2020 subiu a 4,47% (4,44% no ajuste anterior), o DI outubro/2023 saltou para 5,93% (5,91% no ajuste anterior) e o DI julho/2026 avançou a 6,57% (6,47% no ajuste anterior).