Dólar dispara a R$4,22 com coronavírus no radar

O dólar comercial operava em alta nesta segunda-feira (27), refletindo o clima de aversão ao risco que prevalecia nos mercados internacionais.

O noticiário sobre a propagação do coronavírus impulsionou a demanda por ativos mais seguros e líquidos, fazendo a divisa americana valorizar contra as principais moedas emergentes.

O real figurava dentre as moedas que mais depreciavam, ficando atrás apenas do peso chileno e do rublo russo, que recuavam mais de 1%.

Os desafios enfrentados pelo governo chinês para conter o avanço da doença preocupavam os investidores, sobretudo, após o aumento para 80 o número de vítimas.

Devido ao risco de contágio, a China decidiu estender o feriado do Ano Novo Lunar até o dia 02 de fevereiro, deixando empresas, comércio e outros setores sem funcionamento.

O vírus já contaminou pessoas em 10 países diferentes e tem se espalhado rapidamente pelo gigante asiático, que já sinalizou para mais de 2700 casos de contaminação.

O fato pressionou a queda expressiva do real, que já apresentava trajetória negativa em função da saída do fluxo de capital estrangeiro do câmbio e dos resultados econômicos locais abaixo do esperado.

Ás 12h29 (horário de Brasília), o dólar comercial subia 0,88% contra o real, sendo cotado a R$4,2210 na venda.

Juros Futuros

Na renda fixa, os contratos de juros futuros operavam mistos, porém, majoritariamente em queda, refletindo as apostas na redução adicional da Selic, que passaram de 4,50% para 4,25% em 2020, segundo relatório Focus do Banco Central.

O DI julho/2020 recuava 0,60% sendo negociado a 4,17% (4,18% no ajuste anterior) e o DI janeiro/2027 subia 0,15%, sendo vendido a 6,69% (6,68% no ajuste anterior).